Cruzeiro: final foi marcada por agressão entre jogadores e comissão técnica (Redes Sociais/Reprodução)
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Publicado em 9 de março de 2026 às 13h02.
O Cruzeiro conquistou o Campeonato Mineiro de 2026 ao vencer o Atlético MG por 1 a 0, no Mineirão, em uma final que teve gol decisivo de Kaio Jorge e terminou com uma confusão generalizada nos minutos finais.
Na súmula, o árbitro Matheus Candançan registrou 23 expulsões e detalhou as punições aplicadas após o tumulto, um número incomum para uma decisão estadual.
Em uma final de muita disputa e combatividade, o Cruzeiro decidiu o jogo no segundo tempo. O gol do título saiu com Kaio Jorge em uma jogada com participação direta de Gerson na assistência. Com a vitória por 1 a 0, o time celeste voltou a ser campeão mineiro após um período de sete anos.
A briga explodiu já na reta final, em um lance de contato entre o goleiro do galo, Everson e o meia Christian, que escalou rapidamente para empurrões, socos e pontapés, com jogadores, reservas e integrantes das comissões entrando no tumulto.
Na primeira onda do tumulto, Matheus Henrique atingiu Everson e, logo depois, Lucas Romero acertou uma voadora no goleiro. Em seguida, o clima piorou: Christian deu um soco em Lyanco, mas acabou levando uma voadora de Junior Alonso, ampliando o confronto entre atletas dos dois lados.
Com a confusão espalhada, Cássio também tentou partir para cima de Lyanco, mas foi contido. Mesmo assim, o zagueiro atleticano seguiu envolvido e chegou a trocar socos com Gerson; em meio ao empurra empurra, Cássio ainda acertou um chute no defensor, e Romero voltou a agredi-lo com um soco.
Outro foco de tensão teve Hulk como protagonista. O atacante levou voadoras de Lucas Villalba, respondeu com socos e ainda chutou o cruzeirense. Villalba seguiu no centro do tumulto, trocando agressões com Renan Lodi e, em outro momento, sendo atingido por um soco de Everson.
A confusão teve ainda cenas paralelas: o zagueiro João Marcelo acertou um soco em um jogador do Atlético e depois foi agredido por Preciado. Em outro instante, Junior Alonso acertou um soco no rosto de Walace, foi derrubado na sequência e levou um chute de Kaio Jorge, que também se envolveu em trocas de agressões com Gabriel Delfim. O lateral Fagner também entrou no bolo e participou de um dos confrontos com o goleiro do Atlético.
Esse conjunto de lances e agressões explica por que a confusão escalou tão rápido e terminou com expulsões em massa registradas na súmula.
A súmula divulgada após a partida confirma 23 expulsões e indica que, em diversos casos, o árbitro registrou que não conseguiu exibir o cartão vermelho no momento por causa do tumulto. A lista inclui 12 expulsos do Cruzeiro e 11 do Atlético MG, com menções a agressões durante a confusão. Veja a lista de expulsos:
Cruzeiro
Atlético-MG
Com as expulsões formalizadas em súmula, o próximo passo tende a passar pelo Tribunal de Justiça Desportiva para avaliar suspensões e possíveis punições adicionais. A repercussão do episódio ultrapassou o Brasil e foi tratada como caso fora da curva por veículos internacionais, dada a quantidade de cartões vermelhos registrada após a decisão.