Golfe: esporte volta a crescer nos EUA, com público menor e mais engajado (Getty Images)
Redatora
Publicado em 25 de abril de 2026 às 07h13.
O golfe voltou a crescer nos Estados Unidos em 2025 após três anos de retração desde o pico registrado durante a pandemia. Dados do Bank of America Institute indicam uma recuperação na participação das famílias em atividades relacionadas ao esporte, acompanhada por aumento no gasto médio por praticante.
O levantamento, baseado em dados agregados de pagamentos do banco, mostra que a proporção de famílias com despesas com golfe — como campos, driving ranges e simuladores — voltou a subir no último ano, sinalizando retomada do interesse pelo esporte. Apesar disso, a participação ainda está abaixo do pico registrado em 2021, embora permaneça acima do nível pré-pandemia.
Apesar da recuperação, o cenário atual revela uma mudança no perfil dos praticantes. A base de participantes encolheu desde o pico da pandemia, mas o gasto médio por família aumentou por quatro anos consecutivos — ainda que em ritmo mais moderado, próximo de 1% ao ano no início de 2026.
Isso indica um público menor, porém mais engajado, que joga com maior frequência e investe mais no esporte. Dados do setor também apontam aumento no número de rodadas disputadas nos últimos anos, mesmo com a redução no total de campos disponíveis no país.
Outro destaque é a mudança geracional. A participação da Geração Z no golfe aumentou de forma significativa desde 2021, impulsionada por formatos mais acessíveis, como simuladores indoor e campos de prática.
Em contrapartida, millennials mais jovens reduziram a presença no esporte, possivelmente devido a novas prioridades e maior pressão sobre o orçamento. Ainda assim, aqueles que permanecem ativos tendem a gastar mais.
Regionalmente, o oeste dos Estados Unidos registrou o maior avanço nos gastos com golfe em 2025. O crescimento foi impulsionado por fatores como migração interna, turismo e expansão de resorts com experiências integradas ao esporte, no modelo conhecido como “stay-to-play”.
Em outras regiões também houve aumento no número de praticantes, mas com maior adesão a opções de menor custo, o que reforça a diversificação do acesso ao golfe.
Os dados indicam uma transformação no mercado. O golfe passa a depender menos de uma base ampla de participantes e mais de um público engajado, com maior frequência e gasto médio. Ao mesmo tempo, formatos mais acessíveis continuam atraindo novos praticantes, sobretudo entre os mais jovens, o que pode sustentar o crescimento do esporte nos próximos anos.