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Bet do Maduro: soldado americano é acusado de ter faturado US$ 400 mil em apostas

Gannon Van Dyke teria faturado centenas de milhares de dólares em apostas sobre a queda de Maduro, ex-presidente da Venezuela – Van Dyke teria informações privilegiadas por estar envolvido na operação

Uso de informação privilegiada: Trump critica mercados de previsão e diz que “o mundo virou um cassino” (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Uso de informação privilegiada: Trump critica mercados de previsão e diz que “o mundo virou um cassino” (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Publicado em 25 de abril de 2026 às 08h01.

Um soldado do Exército americano, Gannon Van Dyke, foi acusado pelas autoridades de faturar ilicitamente US$ 400 mil em apostas sobre a captura e remoção do ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA no começo de janeiro.

Nas semanas de preparação antes da operação, Van Dyke, um sargento das forças especiais americanas, teria usado informações sensíveis e confidenciais para fazer apostas no mercado de apostas Polymarket de que forças americanas entrariam na Venezuela e removeriam Maduro do poder.

O Departamento de Justiça alega que, por volta de 26 de dezembro de 2025, Van Dyke criou uma conta na plataforma e passou a investir em apostas relacionadas a Maduro e à Venezuela. Ele é acusado de fazer apostas de mais de US$ 33.000 (cerca de 165.950 reais) enquanto estava em posse de informações confidenciais sobre a Operação Absolute Resolve, a missão que capturou o venezuelano.

Com isso, um júri da corte federal de Manhattan indiciou o sargento por acusações de uso ilícito de informação confidencial do governo para ganhos pessoais, furto de informação governamental privada, fraude de mercadorias e fraude eletrônica, e de ter feito transações monetárias ilícitas.

"Nossos homens e mulheres em uniforme têm acesso a informações confidenciais para que possam cumprir sua missão da maneira mais segura e eficaz possível e estão proibidos de usar essas informações altamente sensíveis para obter ganhos financeiros pessoais", disse o Procurador-Geral interino dos EUA, Todd Blanche, em um comunicado.

Van Dyke deve comparecer ao julgamento nessa semana, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

Procuradores dizem que o sargento, em serviço nas Forças Armadas americanas desde 2008, esteve envolvido no “planejamento e na execução” da captura de Maduro, mas não entraram em mais detalhes. O processo faz uso de uma fotografia que Van Dyke salvou em sua conta do Google na manhã do dia 3 de janeiro, data da operação, algumas horas após as forçMatheus Gonçalvesas americanas terem trazido Maduro a bordo da embarcação USS Iwo Jima.

"Essa fotografia retrata Van Dyke no que parece ser o convés de um navio no mar, ao nascer do sol, vestindo uniforme militar americano e carregando um rifle, ao lado de três outros indivíduos também vestindo uniforme militar americano", diz a acusação.

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