Esporte

Caminho do Brasil na Copa do Mundo deve acabar contra Argentina

Previsão do Goldman Sachs aponta arco emocional muito específico para a Seleção Brasileira: alegria, confiança, euforia. E então a Argentina

Copa do Mundo: Brasil deve ter jornada complicada no torneio (Imagem gerada por IA)

Copa do Mundo: Brasil deve ter jornada complicada no torneio (Imagem gerada por IA)

Publicado em 1 de junho de 2026 às 05h39.

Não bastava dizer que a Espanha ganha a Copa do Mundo. O Goldman Sachs foi além e previu o torneio inteiro, jogo a jogo, com gols projetados para cada partida.

E, para o torcedor brasileiro, a leitura do documento segue um arco emocional muito específico: alegria, confiança, euforia. E então a Argentina.

O banco publicou nesta sexta-feira, 29, o "Exhibit 6: The Road to the Final" — um bracket completo da fase eliminatória da Copa, com previsão de placar para cada partida com base em seu modelo estatístico de rating Elo, que usa o histórico completo de partidas internacionais desde 1960.

A boa notícia: o Brasil chega às semifinais. A ruim: cai para a Argentina. A péssima: ainda perde o jogo do terceiro lugar para a França. Segundo o Goldman Sachs, o Brasil deve acabar a Copa em quarto lugar.

O caminho projetado

Pela previsão do banco, o Brasil começa sua trajetória eliminando o Japão — placar projetado de 1,75 a 0,80 — e avança para as oitavas de final, onde supera a Noruega por 1,73 a 0,96.

Nas quartas de final, o adversário é a Inglaterra, e o modelo dá ao Brasil uma vitória por 1,53 a 1,11, em uma trajetória confortável, mas não fácil.

É nas semifinais que o sonho acaba.

O Goldman Sachs projeta um confronto entre Brasil e Argentina, e dá a vitória aos argentinos por 1,59 a 1,29.

A seleção de Ancelotti marca mais de um gol, mas não o suficiente para superar a atual bicampeã mundial. No jogo pelo terceiro lugar, a derrota se repete. O banco aponta França 1,80 x Brasil 1,21.

O que o modelo revela

Dois detalhes chamam atenção no bracket.

O primeiro é a qualidade dos adversários projetados para o Brasil. Japão, Noruega e Inglaterra (nessa ordem) formam um caminho exigente mas factível até as semifinais.

A Inglaterra, em especial, é uma seleção ranqueada entre as favoritas ao título, com odds de 7,00 nas casas de apostas. O Goldman Sachs dá ao Brasil uma vitória clara sobre ela, o que sugere que o modelo tem respeito real pela seleção de Ancelotti.

O segundo detalhe é a semifinal.

O confronto com a Argentina — projetado com 1,59 a 1,29 — é o placar mais apertado de todo o caminho argentino até a final. O Goldman Sachs vê uma Argentina forte, mas não imbatível.

Goldman Sachs Global Investment Research
Copa do Mundo 2026 — Previsão da fase eliminatória
Gols projetados por partida · Vencedores em negrito · Goldman Sachs, 29 mai. 2026

Campeão projetado
Vencedor da rodada
Brasil
Eliminado

Oitavas de final

Jogo 1
França
2,32
Alemanha
1,71

Jogo 2
Holanda
1,71
Suíça
1,21

Jogo 3
Espanha
2,14
Colômbia
1,18

Jogo 4
Turquia
1,33
Bélgica
1,26

Jogo 5
Brasil
1,75
Japão
0,80

Jogo 6
Brasil
1,73
Noruega
0,96

Jogo 7
Inglaterra
1,23
México
1,15

Jogo 8
Argentina
2,20
EUA
0,82

Quartas de final

QF 1
França
1,84
Holanda
1,03

QF 2
Espanha
2,18
Turquia
0,54

QF 3
Brasil
1,53
Inglaterra
1,11

QF 4
Argentina
1,59
Portugal
1,05

Semifinais

SF 1
Espanha
1,49
França
1,25

SF 2
Argentina
1,59
Brasil
1,29

Final
FINAL
Espanha — CAMPEÃ
1,58
Argentina
1,21

Disputa de 3º lugar
3º lugar
França
1,80
Brasil — 4º lugar
1,21

Fonte: Goldman Sachs Global Investment Research · "FIFA World Cup 2026: Knock-Out Stage Prediction" · 29 mai. 2026 · Números representam gols projetados por partida com base no modelo de rating Elo e histórico de partidas internacionais desde 1960

No modelo, quem bate o Brasil vai disputar a final com a Espanha, mas perde por 1,58 a 1,21.

O que o Goldman Sachs não consegue prever

O modelo do Goldman Sachs tem um histórico que mistura acertos e tropeços monumentais.

Em 2014, projetou o Brasil como favorito com quase 50% de probabilidade de título.

O que aconteceu a seguir (um 7 a 1 contra a Alemanha na semifinal, justamente no papel de anfitrião) está fora do alcance de qualquer algoritmo baseado em dados históricos.

Modelos estatísticos medem força relativa e probabilidade. Não medem Neymar saindo lesionado nos primeiros minutos de uma partida decisiva, nem um goleiro inspirado numa tarde que não deveria ser a dele.

Uma Copa de 48 seleções e 104 jogos é grande demais para caber inteira em qualquer planilha.

Por ora, o Goldman Sachs diz que o Brasil chega em quarto. Ancelotti, certamente, discorda.

Acompanhe tudo sobre:Copa do Mundo

Mais de Esporte

Fifa comemora marca de 1 milhão de torcedores nos estádios após 5 dias de Copa do Mundo

Copa do Mundo: veja quais seleções os principais craques da Liga dos Campeões defendem

Levi's Stadium: conheça o estádio da Copa do Mundo 2026 em São Francisco

Argentina x Argélia: onde assistir ao vivo, horário e prováveis escalações na Copa