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Presidente do PSG é investigado por conflito de interesses

Apuração envolve processo de compra de direitos de transmissão do campeonato francês, segundo o Ministério Público de Paris

 presidente catariano do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi: investigado na França por suspeita de conflito de interesses (Valery Hache/AFP Photo)

presidente catariano do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi: investigado na França por suspeita de conflito de interesses (Valery Hache/AFP Photo)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 20 de setembro de 2026 às 14h40.

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O presidente do Paris Saint-Germain (PSG), Nasser Al-Khelaïfi, está sendo investigado pelas autoridades francesas por um suposto conflito de interesses no processo de compra dos direitos de transmissão da Ligue 1, informou o Ministério Público de Paris neste domingo, 20. As informações são da AFP.

A Brigada Financeira Anticorrupção (BFAC) iniciou a investigação em abril, após uma reunião da Liga de Futebol Profissional (LFP) sobre a distribuição dos direitos de transmissão da primeira divisão francesa. Segundo a promotoria, Al-Khelaïfi pode ter se envolvido em uma apropriação indevida no processo.

A investigação foi aberta após uma denúncia da associação Anticor, informou o Ministério Público, confirmando uma reportagem publicada pelo jornal L'Équipe.

O advogado do dirigente catari afirmou à AFP que seu cliente, que preside o PSG desde a compra do clube em 2011 pelo fundo Qatar Sports Investments, "sempre agiu de forma independente, imparcial e objetiva".

As autoridades investigam se Al-Khelaïfi, que acumula os cargos de presidente do PSG, membro do conselho de administração da LFP e presidente do beIN Media Group, favoreceu a empresa de mídia durante a disputa pelos direitos de transmissão da Ligue 1 em 2024.

Naquele ano, após meses de negociações sem acordo, a LFP fechou contrato com a plataforma DAZN para a transmissão de oito partidas por rodada por 400 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões na cotação atual). O pacote restante foi destinado ao canal de Al-Khelaïfi por 100 milhões de euros (R$ 591 milhões).

A DAZN, no entanto, rescindiu unilateralmente o contrato posteriormente, após o pagamento de uma indenização à LFP.

A investigação busca determinar se Al-Khelaïfi pressionou outros dirigentes de clubes para favorecerem a beIN Sports.

Nos últimos anos, o presidente do PSG esteve envolvido em outros processos judiciais. Em fevereiro de 2025, ele foi acusado de cumplicidade em abuso de poder relacionado à votação de acionistas em uma empresa, segundo uma fonte próxima ao caso citada na ocasião.

Al-Khelaïfi também foi acusado de corrupção em processos relacionados às candidaturas do Catar para o Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 e 2019. O caso foi arquivado definitivamente em fevereiro de 2023 pelo Tribunal de Cassação da França, que decidiu que o sistema judiciário francês não tinha jurisdição para processá-lo.

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