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Ferramenta do IBGE quer antecipar impacto de desastres naturais no país

Plataforma será usada por gestores públicos e privados na formação e resposta a eventos extremos e começa a operar em 1º de julho

Sistema reúne dados sobre áreas de risco e populações vulneráveis e integra estratégia nacional de atenção ao fenômeno climático previsto para 2026 (Getty Images)

Sistema reúne dados sobre áreas de risco e populações vulneráveis e integra estratégia nacional de atenção ao fenômeno climático previsto para 2026 (Getty Images)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 25 de junho de 2026 às 15h48.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta semana o Singed Lab Desastres, plataforma voltada à preparação de gestores públicos e privados para lidar com impactos de eventos climáticos extremos.

A platafora ainda tem como foco a estratégia nacional de atenção ao El Niño, que deve ganhar intensidade ao longo de 2026. O fenômeno climático é caracterizado pelo aumento da temperatura das águas na faixa equatorial do Oceano Pacífico.

O evento tende a influenciar padrões climáticos, com expectativa de temperaturas mais elevadas no inverno brasileiro neste ano, o que amplia a atenção para possíveis impactos em diferentes regiões do país, especialmente em cenários de variação térmica no território nacional.

O sistema está previsto para entrar em operação em 1º de julho.

Prevenção ao clima extremo

Segundo o IBGE, a ferramenta foi desenhada para ampliar a produção e o uso de dados voltados à prevenção e mitigação de desastres. Para o presidente do instituto, Marcio Pochmann, a proposta altera a lógica de atuação do Estado em relação a eventos extremos.

“O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam”, afirmou.

Na prática, a plataforma prevê duas frentes de atuação. Na etapa preventiva, gestores serão capacitados a identificar informações consideradas essenciais sobre seus municípios para preparação em cenários de desastre.

Já durante a ocorrência de eventos, o sistema deve disponibilizar um pacote de dados em ambiente virtual, incluindo informações como população em áreas de risco, além da identificação de manchas de inundação, domicílios e grupos potencialmente afetados.

O IBGE também projeta a criação de comissões municipais de prevenção de desastres, com equipes treinadas em análise de dados para atuação em situações adversas.

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