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Check-in do Bem: Wellhub e Gerando Falcões transformam treino em impacto social

Quem for à academia no dia 29 de agosto pela plataforma de bem-estar corporativo vai destinar R$ 1 contra a pobreza: "Cuidar de si também pode ser cuidar do próximo", destaca CEO à EXAME

Ricardo Guerra, CEO do Wellhub no Brasil: "Queremos transformar o suor e o autocuidado de cada um em dignidade para milhares de famílias" (Divulgação)

Ricardo Guerra, CEO do Wellhub no Brasil: "Queremos transformar o suor e o autocuidado de cada um em dignidade para milhares de famílias" (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 14h00.

No dia 29 de agosto, o Wellhub quer que seus usuários tenham um motivo especial para ir treinar: cada check-in feito na plataforma naquele dia vai gerar R$ 1 em doação para o combate à pobreza em parceria com a Gerando Falcões.

"Pela primeira vez, estamos vendo empresas, academias e colaboradores unidos com um propósito claro: transformar o suor e o autocuidado de cada um em dignidade para milhares de famílias", resume Ricardo Guerra, CEO Wellhub no Brasil, em entrevista à EXAME.

A ação, batizada de "Check-in do Bem", é a primeira parceria do tipo no país e conecta diretamente o hábito de se exercitar a uma causa de impacto social.

Funciona assim: todo colaborador de empresa cliente do Wellhub que fizer check-in em qualquer academia, estúdio ou aplicativo da rede na data gera automaticamente R$ 1 para os projetos da ONG fundada por Edu Lyra.

O valor é bancado integralmente pela plataforma de bem-estar corporativo e não tira nada do repasse que os parceiros já recebem normalmente.

Para se ter uma ideia de escala, o Wellhub soma mais de 1 bilhão de check-ins acumulados globalmente ao longo de seus 14 anos de história, o que dá a dimensão do potencial da ação, embora a empresa evite projetar o montante que deve ser arrecadado no dia 29.

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A companhia promete divulgar, depois, o crescimento percentual de adesão registrado na data.

Para o CEO, ajudar o próximo tem um efeito quase automático de bem-estar em quem ajuda — e isso, somado ao fato do ecossistema já ter um motivo recorrente para convidar as pessoas à academia, criou a oportunidade.

"Cuidar de si também pode ser cuidar do próximo", destaca. A escolha do sábado também não foi por acaso: segundo ele, é o dia em que a maioria das pessoas tem mais disponibilidade e pode até levar a família para fazer o check-in junto. 

Quanto o bem-estar movimenta no Brasil

A empresa também tem dados para embasar essa aposta de doação direta. Segundo levantamento da consultoria da EY, a plataforma movimentou R$ 13,2 bilhões no PIB brasileiro em 2025, considerando os efeitos combinados sobre usuários e parceiros e o equivalente a R$ 5,55 em atividade econômica para cada R$ 1 de impacto inicial.

O mesmo estudo estima que o Wellhub tenha contribuído para a geração de 202 mil empregos na economia brasileira.

A campanha também vai aproveitar o alcance da plataforma para divulgar o programa de apadrinhamento da Gerando Falcões, que celebra 15 anos em 2026.

Por R$ 42 mensais na modalidade anual, o usuário pode se tornar padrinho de crianças, jovens e famílias atendidas pela organização, que já impactou mais de 5.500 favelas no país.

Para Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, a parceria é uma forma de ampliar o alcance da causa para além dos canais tradicionais da ONG: "Ao transformar um hábito saudável em uma oportunidade de ajudar quem mais precisa, criamos uma nova forma de engajar a sociedade".

Para Guerra, o "Check-in do Bem" reflete uma visão mais ampla sobre pobreza e bem-estar que ele já defendia muito antes da ideia nascer: quem passa fome, não tem acesso a saneamento ou a serviços básicos: "São bolhas muito diferentes. Cada uma exige um cuidado e uma atenção diferente", ressalta.

Há também uma discussão maior que a companhia está acompanhando: a longevidade.  Segundo o CEO, a métrica mais relevante não é quantos anos a mais uma pessoa vive, mas quanto tempo ela vive de forma independente.

"O tempo que nós somos dependentes no Brasil é, às vezes, quatro ou cinco vezes maior do que em outros países", afirma. Para o executivo, hábitos como exercício físico regular ajudam a evitar quedas e perda de massa muscular, fatores que, aceleram a perda de autonomia na idade mais avançada.

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