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Everest aposta em eficiência energética e menos plástico para crescer 32% com purificadores

Empresa de purificadores e gelo comemora 60 anos investindo em produtos com menor impacto: "A sustentabilidade é cada vez mais um critério de inovação e competitividade", diz o diretor à EXAME

Alexandre Guimarães, diretor executivo da Everest: "Sustentabilidade deixou de ser uma agenda institucional e passou a integrar a proposta de valor dos nossos produtos" (Everest/Divulgação)

Alexandre Guimarães, diretor executivo da Everest: "Sustentabilidade deixou de ser uma agenda institucional e passou a integrar a proposta de valor dos nossos produtos" (Everest/Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 16h00.

Última atualização em 14 de agosto de 2026 às 16h30.

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A montanha mais alta do mundo dá o nome a uma marca brasileira de purificadores e máquinas de gelo. E é dessa altitude que a Everest projeta seu próximo passo: um crescimento de 32% na receita da linha de purificadores em 2026, puxado não por um único lançamento, mas pela demanda do próprio consumidor. 

Para Alexandre Guimarães, diretor executivo da empresa, a projeção reflete uma mudança de comportamento: eficiência energética, redução do uso de plástico, durabilidade e consumo consciente deixaram de ser diferencial de nicho e passaram a pesar na hora da compra.

No mesmo ano em que completa seis décadas de história, a Everest decidiu apostar as fichas em produtos mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. 

"Sempre tivemos uma relação muito próxima com eficiência, durabilidade e evolução tecnológica. Nos últimos anos, a sustentabilidade passou a ocupar um espaço ainda mais central nas nossas decisões de inovação", afirma Guimarães, em entrevista à EXAME.

Antes de estruturar o plano, a empresa ouviu consumidores, colaboradores, parceiros e especialistas. "Fomos atrás de entender quais temas realmente importavam para o nosso negócio e para a sociedade", conta Guimarães.

O resultado foi uma estratégia dividida em três pilares, cada um com plano de ação, responsável e indicador de acompanhamento: produção mais sustentável, produto mais sustentável e cuidado com colaboradores, gestão e sociedade.

Menos plástico, mais eficiência

Dois lançamentos recentes refletem a expansão de olho na demanda de um consumidor mais consciente.

O purificador Foz tem classificação energética Classe A, certificada pelo INMETRO, e reduziu em 71% o uso de peças pintadas. "Não é uma decisão de acabamento. Plástico pintado é contaminado, e reduzir tinta devolve ao material a chance de voltar ao ciclo", explica o diretor.

O refil da linha também usa 24% menos plástico que a geração anterior, e se conecta à logística reversa via ABREE, associação da qual a Everest é membro desde 2021 e onde tem assento no conselho de administração.

Já o Inverter+, primeiro purificador com tecnologia inverter do Brasil, reduz em até 70% o consumo de energia em relação à geração anterior e usa um fluido refrigerante natural que não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio.

A lógica de reduzir etapas de embalagem, transporte e descarte também orienta a estratégia da companhia.

Um único refil da linha de purificadores filtra até 4.000 litros de água, o equivalente a cerca de 2.500 garrafas PET. Nas máquinas de gelo, permitir que restaurantes, bares e hotéis produzam o próprio gelo no local reduz a dependência da compra recorrente do produto ensacado, e com ela, o descarte de embalagens plásticas e a logística de transporte.

"Quando conseguimos combinar eficiência, conveniência, redução de custos operacionais e menor impacto, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma agenda institucional e passa a integrar a própria proposta de valor dos nossos produtos", afirma Guimarães.

Para o diretor, o próximo ciclo da Everest deve seguir aprofundando as soluções adotadas no Foz e no Inverter+, com foco em eficiência energética, redução de materiais e evolução de componentes.

"Muitas vezes existe um impacto relevante na evolução contínua do portfólio: tornar uma nova geração mais eficiente, utilizar menos matéria-prima, reduzir plástico em componentes como os refis", diz, ao frisar que a inovação sustentável está menos na criação de produtos totalmente novos e mais no refinamento contínuo do que já existe.

O maior desafio da agenda ESG, segundo ele, não é assumir compromissos, mas transformá-los em indicadores mensuráveis ao longo de toda a cadeia, da matéria-prima ao descarte.

"O próximo estágio dessa agenda é justamente esse: menos iniciativas isoladas e mais integração das práticas à estratégia, inovação e decisões do negócio", destaca.

60 anos, sem idade pra inovar

Para marcar os 60 anos e apresentar a nova linha Foz, a Everest também lançou uma campanha que rompe com um padrão comum: associar inovação à juventude e colocou a geração 50+ como protagonista, reunindo grandes nomes como Tony Tornado, Drauzio Varella, o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima, Irmã Marluce, Chef Batista e Eleni.

A ideia, segundo a marca, é reforçar que experiência também é motor de inovação. Ao lado das personalidades, aparecem colaboradores da própria Everest com mais de 50 anos que participaram diretamente do desenvolvimento e da fabricação da nova linha de purificadores.

Com o novo posicionamento, a Everest passa a se apresentar não apenas como uma empresa de purificadores, como também um vetor de soluções para o consumo de água, ampliando o território de atuação para além da categoria em que construiu os últimos 60 anos.

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