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Figurinhas da Copa: álbum de 2026 tem 980 cromos (MARCO BERTORELLO / AFP via Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 13 de junho de 2026 às 06h37.
Última atualização em 13 de junho de 2026 às 06h42.
A Copa do Mundo costuma despertar emoções, competições saudáveis e momentos de celebração entre crianças e adolescentes. Na Escola Nova by SIS, porém, o entusiasmo pelo torneio ganhou um significado ainda mais amplo. Rafael Barros Uchoa, aluno do 7º B, idealizou a ação, que conecta preservação ambiental, convivência multicultural e participação ativa da comunidade escolar, transformando um hábito comum entre os jovens em uma oportunidade de aprendizado com impacto concreto.
Já a aluna, Bia Secchin de Sá, elaborou o projeto como parte do CAS (Creativity, Activity and Service), componente obrigatório do Programa do Diploma do International Baccalaureate (IB), que incentiva os estudantes a identificar desafios reais, desenvolver soluções e promover contribuições relevantes para a sociedade.
A inspiração para o projeto surgiu de uma pergunta que raramente é feita durante a tradicional troca de figurinhas da Copa do Mundo: para onde vai o material que fica no verso das figurinhas após elas serem coladas no álbum? Conhecido como liner, ele funciona como uma película protetora que impede que o adesivo grude antes da utilização. Apesar da aparência semelhante à de uma folha de papel comum, sua composição possui características específicas que dificultam o processamento pelos sistemas tradicionais de reciclagem.
O principal desafio está na camada de silicone presente no material. Essa característica, essencial para o funcionamento das figurinhas autocolantes, faz com que o liner não seja aceito pela maior parte das cooperativas e centrais de triagem. Como consequência, quando descartado junto ao lixo comum, ele normalmente acaba em aterros sanitários. Já quando coletado separadamente, pode ser encaminhado para empresas especializadas capazes de reciclar esse tipo de resíduo e reinseri-lo na cadeia produtiva, reduzindo seu impacto ambiental.
A campanha também faz parte do Álbum Gigante da Copa, um mural colaborativo que vem sendo construído pelos próprios estudantes. Mais do que reunir figurinhas, o espaço promove a troca de experiências entre alunos de diferentes faixas etárias, incentivando a convivência, o engajamento e o sentimento de comunidade dentro da escola.
A programação também abre espaço para relatos sobre como o Mundial é vivido em diferentes partes do mundo. Os alunos poderão compartilhar tradições familiares, costumes, celebrações, curiosidades e maneiras de torcer em seus países de origem, promovendo uma troca de experiências e perspectivas culturais.
As atividades relacionadas ao campeonato incluem ainda intervenções artísticas desenvolvidas pelos próprios estudantes. A quadra da escola recebeu pinturas de bandeiras, silhuetas de jogadores, bolas de futebol e outros elementos visuais inspirados na Copa do Mundo, concebidos e executados pelos alunos.