Stephen Hawking: físico ajudou a popularizar conceitos como buracos negros e Big Bang (Liang Zhen / Colaborador/Getty Images)
Redatora
Publicado em 14 de junho de 2026 às 10h36.
Poucos cientistas se tornaram tão conhecidos pelo público quanto Stephen Hawking. O físico britânico ajudou a investigar alguns dos maiores mistérios do Universo, publicou livros que venderam milhões de exemplares e se tornou uma das principais referências da divulgação científica.
Ao longo da carreira, Hawking contribuiu para o estudo dos buracos negros, da origem do Universo e da busca por uma teoria capaz de explicar as leis fundamentais da natureza. Seu trabalho continua influenciando pesquisas em física, cosmologia e astronomia.Stephen William Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, na cidade de Oxford, na Inglaterra. Estudou física na Universidade de Oxford e depois realizou o doutorado em cosmologia na Universidade de Cambridge, onde desenvolveu grande parte de sua carreira acadêmica.
Aos 21 anos, recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que afeta os movimentos musculares.
Apesar das limitações físicas causadas pela condição, continuou trabalhando por mais de cinco décadas e se tornou um dos cientistas mais influentes dos séculos XX e XXI.
Grande parte da carreira de Hawking foi dedicada ao estudo dos buracos negros e da origem do Universo.
Na década de 1970, o físico combinou conceitos da relatividade geral de Albert Einstein com princípios da mecânica quântica. O resultado foi uma descoberta que mudou a forma como os cientistas entendem os buracos negros.
Até então, acreditava-se que nada poderia escapar dessas estruturas. Os cálculos de Hawking mostraram que, devido a efeitos quânticos, os buracos negros podem emitir energia.
Essa previsão ficou conhecida como Radiação Hawking. Segundo a teoria, flutuações quânticas próximas ao horizonte de eventos podem produzir partículas que escapam para o espaço. Como consequência, os buracos negros perderiam energia lentamente ao longo do tempo.
Se o processo ocorrer exatamente como previsto, essas estruturas poderiam até desaparecer após períodos extremamente longos.
Embora a radiação Hawking ainda não tenha sido observada diretamente, a ideia é considerada uma das contribuições mais importantes da física teórica moderna.
Além dos buracos negros, Hawking dedicou parte da carreira à cosmologia, área que investiga a origem e a evolução do Universo.
Em parceria com o matemático e físico Roger Penrose, desenvolveu estudos sobre singularidades gravitacionais, regiões onde as leis conhecidas da física deixam de funcionar da forma convencional.
Esses trabalhos ajudaram a fortalecer o modelo do Big Bang, que descreve o surgimento do Universo a partir de um estado extremamente quente e denso há cerca de 13,8 bilhões de anos.
Posteriormente, Hawking também participou do desenvolvimento de modelos teóricos sobre os primeiros instantes da história cósmica.
Em 1988, Stephen Hawking publicou "Uma Breve História do Tempo". A obra apresentou temas como buracos negros, Big Bang, espaço-tempo e cosmologia para leitores sem formação científica.
O livro vendeu milhões de exemplares, foi traduzido para dezenas de idiomas e ajudou a popularizar conceitos da física moderna em todo o mundo.
Stephen Hawking morreu em 14 de março de 2018, aos 76 anos. Seu legado vai além das descobertas científicas. Ele ajudou a aproximar a física do público geral e despertou o interesse de milhões de pessoas por temas como astronomia, cosmologia e origem do Universo.
Apesar dos avanços na ciência, muitas das questões que investigou continuam sem resposta, incluindo a tentativa de unir relatividade geral e mecânica quântica em uma única teoria.