O Papa Leão XIV acena para os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro durante a oração do Angelus dominical em seu 70º aniversário, no Vaticano, em 14 de setembro de 2025. (Filippo Monteforte/AFP)
Repórter
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 12h29.
O papa Leão 14 foi internado nesta terça-feira, 13, no Hospital Gemelli, em Roma, para retirar por cirurgia um nódulo no pulmão descoberto em exames, segundo o Vaticano. A maioria dessas lesões é benigna, mas tamanho, formato, crescimento e histórico do paciente orientam a escolha entre acompanhamento, biópsia e cirurgia.
O diagnóstico de um nódulo no pulmão não significa, necessariamente, câncer. Essas lesões podem surgir após infecções, inflamações ou formação de cicatrizes e, muitas vezes, são descobertas em exames realizados por outros motivos, sem que a pessoa apresente sintomas.
O assunto ganhou atenção após o papa Leão 14 anunciar, no domingo, 11 de outubro, que os médicos haviam identificado um nódulo pulmonar durante exames. Nesta terça-feira, 13, o pontífice foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, com cirurgia prevista para a tarde para retirar a lesão, segundo o Vaticano.
Embora a maioria dos nódulos seja benigna, alguns exigem investigação para determinar sua origem. A decisão entre acompanhar a lesão, realizar uma biópsia ou indicar cirurgia depende das características do nódulo e do histórico do paciente.
Um nódulo pulmonar é uma lesão de até três centímetros de diâmetro, formada por tecido mais denso que o pulmão ao redor. Nos exames de imagem, pode aparecer como uma mancha branca ou acinzentada, com contorno arredondado ou irregular.
Lesões maiores que três centímetros recebem a classificação de massa pulmonar. Essa distinção descreve o tamanho, mas não determina, por si só, se a alteração é cancerígena.
Entre as causas dos nódulos estão infecções anteriores, processos inflamatórios, cicatrizes e exposição a substâncias inaladas. Em alguns casos, a lesão corresponde a um câncer de pulmão em fase inicial.
Nódulos pequenos geralmente não provocam sintomas. Por isso, podem ser encontrados por acaso em um raio-X ou em uma tomografia computadorizada do tórax, exame que permite avaliar seu tamanho e suas características.
Um achado no exame não explica automaticamente queixas como tosse, dor no peito ou falta de ar. É necessário investigar se esses sintomas têm relação com a lesão ou com outra condição respiratória.
A avaliação do risco de câncer de pulmão considera um conjunto de informações. Os médicos analisam o tamanho, o formato e a composição da lesão, além de verificar se houve crescimento em comparação com exames anteriores.
A idade, o histórico de tabagismo, os antecedentes familiares e a exposição a substâncias como o amianto também entram nessa análise. Assim, dois pacientes com nódulos de tamanho semelhante podem apresentar riscos diferentes.
Na tomografia, os nódulos podem ser sólidos ou subsólidos. Os subsólidos incluem os chamados nódulos em vidro fosco, que permitem visualizar parte das estruturas pulmonares através da lesão, e os parcialmente sólidos, que também apresentam uma área mais densa.
Essas características ajudam a orientar a investigação, mas a imagem nem sempre permite confirmar a natureza do nódulo.
Nem todo nódulo precisa ser retirado. Em determinados casos, a conduta é acompanhar a lesão com tomografias para verificar se ela permanece estável ou apresenta mudanças.
A biópsia, procedimento que coleta uma amostra de tecido para análise, pode ser indicada quando há necessidade de esclarecer o diagnóstico. Outra possibilidade é a remoção cirúrgica da lesão.
A escolha considera a probabilidade de câncer, a possibilidade de obter uma amostra e os riscos do procedimento. Nódulos menores podem apresentar dificuldades para a coleta de tecido, o que também influencia a decisão médica.
Ao anunciar o diagnóstico, o papa Leão 14 afirmou que a lesão havia sido encontrada em uma fase inicial e estava localizada. Segundo o pontífice, os médicos recomendaram sua retirada.
As informações divulgadas não permitem determinar se o nódulo é benigno ou maligno. A indicação de cirurgia também não equivale a uma confirmação de câncer.
O caso ilustra uma distinção no diagnóstico: identificar um nódulo é o primeiro passo; determinar sua natureza depende da avaliação médica e, quando indicada, da análise do tecido.
Um nódulo pulmonar é uma lesão de até três centímetros de diâmetro, formada por tecido mais denso que o pulmão ao redor. Nos exames de imagem, pode aparecer como uma mancha branca ou acinzentada, com contorno arredondado ou irregular.
Não, o diagnóstico de um nódulo no pulmão não significa necessariamente câncer. A lesão pode surgir após infecções, inflamações ou formação de cicatrizes, embora em alguns casos corresponda a um câncer de pulmão em fase inicial.
Nódulos pequenos geralmente não causam sintomas e podem ser descobertos por acaso em um raio-X ou em uma tomografia do tórax. Tosse, dor no peito ou falta de ar não estão automaticamente relacionadas à lesão e precisam de investigação médica.
Os médicos analisam tamanho, formato, composição e eventual crescimento do nódulo, além da idade, do histórico de tabagismo, dos antecedentes familiares e da exposição a substâncias como o amianto. A tomografia ajuda na avaliação, mas nem sempre confirma a natureza da lesão.
Não, alguns nódulos são apenas acompanhados por tomografias para verificar possíveis mudanças. A indicação de biópsia ou cirurgia considera a probabilidade de câncer, a possibilidade de obter uma amostra e os riscos do procedimento.
Segundo o papa Leão 14, o nódulo foi descoberto em fase inicial, estava localizado e teve a retirada recomendada pelos médicos. As informações divulgadas não permitem determinar se a lesão é benigna ou maligna, e a indicação de cirurgia não confirma um diagnóstico de câncer.