Ciência

Fósseis 'esquecidos' em prateleira de museu revelam megalodonte de 24 metros

Vértebras consideradas perdidas desde 1989 permitiram revisar o tamanho, o crescimento e a longevidade do maior tubarão da história

Megalodon: fósseis considerados perdidos desde 1989 revelaram novas informações sobre o tubarão gigante (Imagem gerada por IA/EXAME)

Megalodon: fósseis considerados perdidos desde 1989 revelaram novas informações sobre o tubarão gigante (Imagem gerada por IA/EXAME)

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 08h06.

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Vértebras gigantes de um megalodonte (Otodus megalodon) que eram consideradas perdidas há mais de três décadas foram redescobertas em um museu da Dinamarca, permitindo que cientistas revisassem o tamanho e o desenvolvimento daquele que é considerado o maior tubarão que já existiu. A nova análise reforça que o predador marinho podia ultrapassar 24 metros de comprimento, viver perto de 100 anos e dar à luz filhotes com cerca de 3,6 metros.

O estudo foi publicado na revista Palaeontologia Electronica e analisou fósseis encontrados na Formação Gram, na Dinamarca. Segundo os pesquisadores, a redescoberta recupera uma das evidências mais importantes já encontradas sobre o tamanho do megalodonte, que viveu entre aproximadamente 15 milhões e 3,5 milhões de anos atrás.

Fósseis ficaram décadas esquecidos em um museu

As vértebras pertencem a um exemplar que viveu há cerca de 11 milhões de anos e estavam entre os fósseis considerados destruídos durante a transferência do antigo Museu Geológico de Copenhague para o Museu do Sul da Jutlândia, em 1989.

Durante décadas, acreditava-se que restavam apenas fotografias e descrições antigas desses espécimes. No entanto, algumas vértebras foram recentemente encontradas em uma prateleira do museu, onde permaneceram sem serem identificadas por anos.

Essa redescoberta permitiu que os pesquisadores realizassem novas medições diretamente nos fósseis.

As maiores vértebras já registradas de um megalodonte

O novo estudo analisou vértebras com 23 centímetros de diâmetro, as maiores já atribuídas ao megalodonte.

Como o esqueleto dos tubarões é formado principalmente por cartilagem, estruturas desse tipo raramente são preservadas. Por isso, vértebras fossilizadas oferecem informações muito mais precisas sobre o tamanho do animal do que dentes isolados, frequentemente encontrados em escavações.

Com base nessas estruturas, os pesquisadores confirmaram estimativas anteriores de que alguns indivíduos poderiam ultrapassar 24 metros de comprimento, tornando o megalodonte um dos maiores predadores marinhos conhecidos.

Filhotes já podiam nascer maiores que muitos tubarões adultos

Além do tamanho dos adultos, o estudo também estimou as dimensões dos filhotes. Segundo os pesquisadores, um megalodonte recém-nascido poderia medir cerca de 3,6 metros, comprimento superior ao de muitos tubarões adultos que vivem atualmente.

A análise também indica que a espécie provavelmente tinha uma expectativa de vida próxima de 100 anos, reforçando a ideia de que se tratava de um animal de crescimento lento e grande longevidade.

Por que fósseis importantes desaparecem?

A redescoberta também chama atenção para um problema enfrentado por museus e coleções científicas em todo o mundo.

Segundo o artigo publicado pelo The Conversation, fósseis podem desaparecer por diferentes motivos, como guerras, incêndios, terremotos, mudanças de acervo, erros de catalogação ou simplesmente por permanecerem armazenados no local errado durante décadas.

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