Ciência

Coral negro de 4 metros pode ser um dos maiores da Nova Zelândia

Pesquisadores estimam que a colônia tenha entre 300 e 400 anos e desempenhe papel importante na reprodução da espécie

Coral negro: colônia gigante tem entre 300 e 400 anos (James Bell/Te Herenga Waka – Universidade Victoria de Wellingto)

Coral negro: colônia gigante tem entre 300 e 400 anos (James Bell/Te Herenga Waka – Universidade Victoria de Wellingto)

Publicado em 29 de junho de 2026 às 15h54.

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Um coral negro gigante com idade estimada entre 300 e 400 anos foi encontrado nas águas profundas de Fiordland, na Nova Zelândia. Medindo cerca de 4 metros de altura e 4,5 metros de largura, a colônia chamou a atenção dos pesquisadores pelo tamanho incomum e pode estar entre os maiores corais negros já registrados no país.

A descoberta foi anunciada pela Te Herenga Waka – Victoria University of Wellington e divulgada pela ScienceDaily nesta quinta-feira, 25. Segundo os pesquisadores, além de impressionar pelas dimensões, o coral representa um importante refúgio reprodutivo para uma espécie protegida que cresce lentamente e desempenha papel fundamental nos ecossistemas marinhos.

Coral negro gigante surpreende pesquisadores

O coral foi encontrado durante uma expedição realizada por cientistas da universidade em parceria com o Departamento de Conservação da Nova Zelândia e os Guardiões Marinhos de Fiordland.

O biólogo marinho James Bell, que participa das pesquisas há mais de duas décadas, afirmou que nunca havia observado um exemplar semelhante. Segundo ele, a maioria dos corais negros encontrados durante mergulhos mede apenas alguns metros de altura, tornando essa colônia uma descoberta excepcional.

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Por que os corais negros são importantes?

Os corais negros estão entre os organismos marinhos de crescimento mais lento. Por isso, colônias antigas desempenham um papel importante na manutenção das populações da espécie.

De acordo com os pesquisadores, exemplares de grande porte produzem material reprodutivo durante muitos anos, contribuindo para a renovação das populações e para a preservação da biodiversidade marinha.

Além disso, essas estruturas servem de abrigo para diversos organismos que vivem nas profundezas do oceano.

Descoberta pode fortalecer a conservação

A equipe está mapeando a distribuição dos corais negros em Fiordland para identificar áreas prioritárias de proteção. Segundo os pesquisadores, localizar colônias antigas permite adotar medidas para reduzir impactos provocados por atividades humanas, como a ancoragem de embarcações e o uso de armadilhas de pesca sobre esses organismos extremamente frágeis.

Os cientistas também pedem que mergulhadores, pescadores e operadores turísticos informem a localização de outros corais negros com mais de quatro metros de altura para ampliar o conhecimento sobre a distribuição dessas colônias.

O coral negro é realmente preto?

Apesar do nome, o coral negro apresenta aparência branca enquanto está vivo. A coloração escura aparece apenas em seu esqueleto interno, característica que deu origem ao nome da espécie.

Na Nova Zelândia, esses corais são protegidos por lei, sendo proibido coletá-los ou causar danos intencionais às colônias.

Para os pesquisadores, a descoberta reforça a importância das águas profundas de Fiordland como um importante refúgio para espécies marinhas de crescimento lento e ajuda a orientar futuras ações de conservação desse patrimônio natural.

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