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Retorno às origens: candidatos à Presidência definem primeira parada das campanhas

A partir deste domingo, 16, candidatos e partidos poderão realizar comícios e atos, além de propaganda na internet, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral

Eleições 2026: sete candidatos já definiram primeiro ato de campanha (Divulgação/Divulgação)

Eleições 2026: sete candidatos já definiram primeiro ato de campanha (Divulgação/Divulgação)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 06h01.

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No sábado, 15 de agosto, será fechada a janela eleitoral para a oficialização das candidaturas às eleições de 2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No dia seguinte, será dada a largada das campanhas. Até outubro, os candidatos à Presidência da República devem rodar o Brasil, mas escolheram suas origens políticas como primeira parada.

A partir deste domingo, candidatos e partidos poderão pedir votos e realizar oficialmente comícios, caminhadas, passeatas e carreatas, além de propaganda na internet, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.

No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início à campanha pela reeleição no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

O estádio foi palco das assembleias e mobilizações dos metalúrgicos lideradas por Lula no fim entre os anos 1970 e 1980, quando ele presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. O PT batizou o ato de “Lula: onde tudo começou” e espera mobilizar militantes de diferentes estados.

Seu adversário mais competitivo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também voltará às origens em seu primeiro ato oficial de campanha: a cidade do Rio de Janeiro. Entre os muitos cenários da “cidade maravilhosa” , o candidato escolheu a praia de Copacabana para reunir seus apoiadores.

A escolha do bairro recupera um dos principais palcos de mobilização do bolsonarismo nos últimos anos e ocorre depois de o candidato ter realizado em São Paulo a convenção que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Dos interiores às capitais

Ronaldo Caiado (PSD) começa a disputa em Goiás, em seu principal reduto político. O candidato fará uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal, passando por Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas de Goiás, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, com encerramento previsto em Luziânia.

Ao longo do dia, o ex-governador ainda deve participar de uma festa religiosa em Niquelândia. A agenda será acompanhada por candidatos aliados em Goiás e no Distrito Federal.

Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) escolheu Montes Claros para abrir a campanha. O ex-governador terá encontros com lideranças e apoiadores e visitará o Mercado Municipal, em uma agenda que começa pela manhã.

A escolha do município, no Norte do estado, é uma tentativa de levar a largada da candidatura para além de sua cidade natal, Araxá, e destacar as ações realizadas durante os dois mandatos no governo mineiro. Zema estará acompanhado do governador e candidato à reeleição, Mateus Simões.

Quem também começa a campanha em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é Augusto Cury (Avante), na cidade de Santa Luzia. A escolha do município da Região Metropolitana de Belo Horizonte não está vinculada diretamente ao candidato, que nasceu no interior de São Paulo e nunca atuou na política, mas ao Avante, que tem relações com lideranças locais.

Já Renan Santos (Missão) fará o primeiro ato no centro de São Paulo, em frente à Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. O candidato estudou Direito na instituição e chegou a disputar a presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto, embora não tenha concluído o curso.

O evento terá discursos no parlatório da faculdade e, no encerramento, Renan pretende tocar o jingle de campanha no violão e na gaita, em uma apresentação que a própria campanha preparou como parte do formato do evento.

A divulgação do evento do líder do Movimento Brasil Livre (MBL) provocou reação de entidades estudantis. Grupos como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o próprio Centro Acadêmico XI de Agosto lideram uma manifestação contra o candidato marcada para esta quinta-feira, 13.

“O Largo São Francisco é território de democracia, liberdade e resistência. Os estudantes não aceitarão que o espaço histórico da Faculdade de Direito da USP seja utilizado para a promoção de discursos e projetos de extrema-direita”, diz a convocação do ato publicada nas redes sociais do centro acadêmico.

Do outro lado de São Paulo, a candidata Samara Martins (UP) vai passar o primeiro dia de campanha em uma caminhada com os demais candidatos da sigla na Av. Nagib Farah Maluf, com concentração na estação José Bonifácio, da Linha 11-Coral.

Também na Zona Leste da capital paulista fica a sede do partido e pontos importantes de atuação dos movimentos sociais ligados à Unidade Popular.

Os demais candidatos não haviam divulgado seus primeiros atos de campanha até a publicação desta reportagem.

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