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O que empresas brasileiras estão fazendo para preservar o meio ambiente

Confira iniciativas e resultados de destaque neste Dia Mundial do Meio Ambiente

Confira diferentes iniciativas e resultados

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Publicado em 5 de junho de 2026 às 07h00.

Última atualização em 5 de junho de 2026 às 15h47.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, consultamos algumas das maiores empresas brasileiras para saber como são realizadas as estratégias de sustentabilidade. De relatórios a resultados, passando por ações e iniciativas, descobrimos os destaques da atuação corporativa na preservação do meio ambiente. Confira:

Inpasa avança na transição energética e redução de emissões 

A Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina e a segunda maior do mundo, publicou em Relatório de Sustentabilidade de 2025, uma redução de 59% na intensidade de suas emissões de GEE desde 2021. Com matriz 99% renovável, a empresa gerou mais de 2.080 GWh de energia limpa e expandiu em 73% a emissão de CBIOs.

"No Dia Mundial do Meio Ambiente, provamos que o modelo 'Food + Fuel + Feed' é o motor da sustentabilidade moderna: maximizamos o valor de cada grão, geramos energia limpa e reduzimos drasticamente nossa pegada ecológica. O futuro da transição energética passa pelas biorrefinarias do Brasil”, afirma Allan Henrique Pedrosa, Gerente Corporativo de Sustentabilidade da Inpasa.

Parceria da Alelo com eureciclo beneficiou 30 cooperativas

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Alelo apresenta os resultados de sua parceria com a eureciclo para compensação ambiental de materiais pós-consumo. 

Nos últimos 12 meses, a iniciativa destinou 212,9 toneladas de resíduos à reciclagem, considerando papel e plástico equivalentes aos cartões emitidos e embalagens utilizadas pela companhia. 

A ação beneficiou 30 cooperativas e operadores em 20 estados, com repasse de R$ 36,5 mil à cadeia da reciclagem

Segundo a eureciclo, o volume reciclado evitou potencialmente a emissão de 546,4 toneladas de CO₂. 

Projeto da OceanPact baseia-se em bioeconomia 

O MangueLab, projeto da OceanImpact — unidade de negócios da OceanPact dedicada a soluções baseadas na natureza —, conduz uma iniciativa de restauração de 14 hectares de manguezais na APA de Guapimirim, em Magé (RJ), no território do Quilombo do Feital. 

A restauração é desenvolvida em parceria com a UFRJ e cooperativas locais. O projeto combina ciência, tecnologia e engajamento comunitário para recuperar áreas degradadas. 

Para isso, utiliza drones equipados com sensores capazes de acompanhar a evolução da vegetação e produzir dados de alta precisão sobre o sequestro de carbono

O projeto também fortalece a bioeconomia local, gerando renda por meio das atividades de restauração e promovendo capacitação em práticas sustentáveis, como a meliponicultura.

Porto Sudeste opera com energia 100% renovável

O Porto Sudeste tem estruturado sua jornada de sustentabilidade a partir da integração entre descarbonização, eficiência operacional e desenvolvimento local. 

"Com energia 100% renovável, redução consistente de emissões e iniciativas ligadas à economia circular e ao relacionamento com a comunidade,  mostramos que essas frentes não são paralelas, mas parte do mesmo compromisso”,  afirma o diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade, Ulisses Oliveira.

Regenera Rio trata resíduos e gera biogás

Recebendo cerca de 10 mil toneladas de resíduos por dia, o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR-Rio), operado pela Regenera Rio desde dezembro de 2025, tem compromisso com a destinação ambientalmente adequada. 

  • A operação gera um ativo importante: o aterro sanitário concentra 8% da capacidade instalada de captação de biogás no Brasil.

Desse processo resulta o biometano, combustível renovável utilizado no abastecimento de parte dos caminhões responsáveis pelo transporte dos resíduos da cidade até o aterro, em Seropédica. 

A meta é que, futuramente, toda a frota opere com biometano. Até 2028, a companhia investirá R$105 milhões na ampliação da produção do biocombustível e da geração de energia elétrica a partir do biogás.

No Rio de Janeiro, Parque Bondinho  realiza oficina especial

Inserido no Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca (MoNa Pão de Açúcar), o Parque Bondinho convive diariamente com a responsabilidade de unir turismo e natureza. 

Entre 2014 e 2025, o atrativo investiu mais de R$2 milhões na conservação de áreas verdes que cercam o parque e construiu parcerias para a ampliação do impacto positivo na região e nas comunidades do entorno, como com a Secretaria de Meio Ambiente e Clima (SMAC) da Prefeitura do Rio de Janeiro, o projeto Verde Mar e o Instituto Baleia Jubarte.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o parque promove a oficina “Hortaliças Sustentáveis”, conduzida pelo Instituto Moleque Mateiro, convidando o público a participar do plantio de hortaliças em recipientes recicláveis, passando por etapas como escolha do vaso, preparo com composto orgânico, plantio, rega e personalização. 

Ao final da experiência, os participantes poderão levar suas mudas para casa. Também no contexto de ações de impacto positivo no entorno, o parque promove no domingo (07), uma ação de limpeza da Praia Vermelha em parceria com o Projeto Verde Mar.

Azzas 2154 reduz efeitos ambientais negativos da produção

Como parte de sua estratégia para impulsionar uma cadeia de valor mais limpa, justa, bela, ética e transparente, o Azzas 2154, o maior grupo de moda da América Latina, lançou o inédito Guia de Matérias-Primas Responsáveis, ferramenta que orienta a escolha de insumos com menores efeitos ambientais negativos e impacto social positivo ao longo de todo o ciclo de criação para times internos e fornecedores parceiros. 

Construído de forma colaborativa pela área de sustentabilidade, com apoio e revisão técnica dos times de estilo e produto, o documento contribui para padronizar decisões, ampliar a rastreabilidade e direcionar a priorização, em escala, de materiais certificados e de menor impacto. 

A iniciativa reforça a integração da sustentabilidade ao desenvolvimento de produtos e apoia a evolução das cadeias de fornecimento do grupo, com foco em rastreabilidade, circularidade e valorização de matérias-primas alinhadas às vocações produtivas brasileiras.

TIM amplia geração própria de energia renovável  

Em linha com sua agenda ESG e no contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente, a TIM investe na ampliação do uso de energia limpa. A companhia já produz 70% da eletricidade que consome por meio de 136 usinas solares, hídricas e de biogás distribuídas em 23 estados e no Distrito Federal, abastecendo mais de 20 mil antenas.

A estratégia de geração distribuída começou em 2017. Hoje, a infraestrutura energética da companhia tem produção anual de aproximadamente 474 gigawatt-hora, volume equivalente ao consumo da população de uma cidade com cerca de 770 mil habitantes, como Uberlândia (MG) ou Ribeirão Preto (SP).

Ternium transforma resíduos em matéria-prima

Criada com base no conceito de circularidade, a planta da Ternium, em Santa Cruz (RJ), foi planejada para transformar os resíduos da produção em matéria-prima para o ciclo produtivo. Um exemplo é a UTE do Atlântico, a termelétrica da Ternium, que gera energia a partir dos gases e vapores produzidos no processo siderúrgico.

Com capacidade instalada de 490 MW, ela produz a energia necessária para a operação e ainda destina o excedente ao Sistema Interligado Nacional. A Ternium também utiliza 50 mil toneladas de sucata por mês na produção. Na gestão hídrica, a companhia opera sistemas de tratamento e recirculação de água dentro do complexo industrial, permitindo o reaproveitamento de 98% da água utilizada nas operações.

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