Ciência

Conjunção entre Lua e planetas ocorre nesta quarta-feira; veja como observar o fenômeno

Alinhamento entre Lua, Vênus, Júpiter e Mercúrio poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil após o pôr do sol desta quarta-feira, 17

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 17 de junho de 2026 às 21h01.

Última atualização em 17 de junho de 2026 às 21h02.

O céu desta quarta-feira, 17, terá uma configuração astronômica visível em todo o Brasil. Mercúrio, Júpiter, Vênus e a Lua crescente aparecerão visualmente próximos no horizonte oeste logo após o pôr do sol, formando um alinhamento observado a olho nu.

O fenômeno poderá ser visto em diferentes regiões do país, desde que o céu esteja sem nuvens e o horizonte livre de obstáculos. As condições mais favoráveis para observação ocorrem durante o período de transição entre o dia e a noite.

Em municípios do interior de São Paulo, a Lua poderá ocultar Vênus por alguns minutos. O evento ocorre quando o satélite natural passa à frente do planeta na linha de visão dos observadores, produzindo um efeito semelhante ao de um eclipse. A ocultação de Vênus é apontada por especialistas como um dos eventos astronômicos de maior destaque de 2026.

A observação não exige equipamentos específicos. Binóculos e telescópios podem ampliar os detalhes dos astros, mas o alinhamento será perceptível sem instrumentos ópticos.

Passagem da estação espacial internacional pelo Brasil

Na quinta-feira, 11, a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês, International Space Station) foi observada a olho nu em diversas cidades brasileiras. A passagem teve duração aproximada de sete minutos e foi registrada por uma moradora de Alambari, no interior paulista.

A ISS funciona como um laboratório científico em órbita da Terra, a cerca de 400 quilômetros de altitude. A estrutura está em operação desde 2000 e resulta de uma parceria entre cinco agências espaciais: a Nasa, dos Estados Unidos; a Roscosmos, da Rússia; a ESA, Agência Espacial Europeia; a JAXA, do Japão; e a CSA, do Canadá.

A estrutura da estação possui aproximadamente 110 metros de largura e abriga pesquisas em áreas como biologia, física, medicina e tecnologia espacial.

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