Caneta da Apollo 11: improviso evitou que um defeito comprometesse o retorno dos astronautas (AFP/AFP)
Redatora
Publicado em 18 de julho de 2026 às 06h46.
A caneta usada por Buzz Aldrin para evitar um possível fracasso da missão Apollo 11 foi vendida por US$ 857.600 (cerca de R$ 4,38 milhões, na cotação atual) em um leilão da Sotheby's realizado na última quarta-feira, 15, em Nova York. O objeto foi o item mais valioso da venda, que reuniu artefatos históricos ligados à exploração espacial.
O leilão também incluiu uma bandeira da antiga União Soviética levada à Lua, um broche do Snoopy que viajou ao espaço e outros objetos utilizados em missões dos programas Gemini e Apollo. As informações foram destacadas pela Popular Science.
O episódio aconteceu em 20 de julho de 1969, logo após Neil Armstrong e Buzz Aldrin concluírem a coleta de amostras na superfície da Lua.
Ao retornar ao módulo lunar, Aldrin acidentalmente quebrou um disjuntor responsável por acionar o motor necessário para a decolagem da Lua. Sem esse sistema funcionando, os astronautas não conseguiriam reencontrar Michael Collins, que os aguardava em órbita, tampouco iniciar a viagem de volta à Terra.
Para resolver o problema, Aldrin improvisou utilizando uma caneta como ferramenta para pressionar o mecanismo do disjuntor e ativar o motor. A solução funcionou e permitiu que a missão prosseguisse normalmente.
Anos depois, Neil Armstrong afirmou que o componente acionado pela caneta controlava o motor que recolocou o módulo lunar em órbita, tornando o improviso decisivo para o sucesso da missão.
Caneta Apollo 11 - Foto: Divulgação/Sotheby's (Sotheby's/Divulgação)
Além da caneta da Apollo 11, a Sotheby's colocou à venda diversos objetos ligados à história da exploração espacial, entre eles: