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Rio Open: Fonseca e Melo viram sobre europeus e se consagram campeões

Torneio, encerrado neste domingo, 22, também foi marcado por recorde de patrocínios e marcas aumentando vendas mesmo em meio ao Carnaval

Publicado em 22 de fevereiro de 2026 às 17h57.

Última atualização em 22 de fevereiro de 2026 às 18h00.

O Brasil voltou ao topo no Rio Open. Neste domingo, 22, João Fonseca e Marcelo Melo venceram a dupla formada por Robin Haase e Constantin Frantzen por 2 sets a 1 — parciais de 4/6, 6/3 e 10/8 — e garantiram o título de duplas da edição 2026 do torneio, disputado no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Para Fonseca, foi um feito especial. O tenista conquistou seu primeiro título em casa justamente em sua estreia em um torneio de duplas pela ATP. Já Marcelo Melo, especialista na modalidade, levantou o troféu pelo segundo ano consecutivo — em 2025, venceu ao lado de Rafael Matos.

Após a partida, Melo fez questão de exaltar o parceiro. "Vou falar o tanto que esse cara é especial. Mérito total dele, hoje eu só acompanhei. 8 a 8, ele dá um winner e um ace. Não tenho o que falar", afirmou, destacando ainda que as críticas recentes a Fonseca são injustas.

O tenista também celebrou o título diante da torcida brasileira, após ter sido eliminado nas oitavas de final da chave de simples.

"Em casa, com a torcida, com um cara que me inspira... Vi a maioria dos títulos dele, estar aqui com família e amigos nesse estádio lotado é muito especial. Eu me comprometi a jogar com Marcelo, eu que o chamei. A osmose funcionou super bem", disse ao jornal O Globo, em referência ao apelido dado à dupla.

Virada no jogo

A final começou equilibrada. No primeiro set, as duplas trocaram quebras até o 3 a 3, mas Haase e Frantzen conseguiram quebrar o saque de Melo em um game decisivo, abrir vantagem e fechar em 6/4.

No segundo set, os brasileiros reagiram com autoridade. Com três quebras de saque, Fonseca e Melo abriram 5 a 0 e controlaram a parcial até fecharem em 6/3, mesmo após uma breve reação dos adversários.

O supertiebreak foi marcado pelo equilíbrio. Sem quebras até o 6 a 6, Fonseca acelerou a direita para colocar a dupla à frente. No 8 a 8, o jovem decidiu: encaixou um winner e, na sequência, um ace para selar o título. A conquista rende aos campeões cerca de R$ 745 mil.

Recorde de patrocínios e impacto econômico

A vitória brasileira ocorreu em uma edição histórica do torneio. O Rio Open chegou à 12ª edição com número recorde de 44 patrocinadoras e 12 apoiadoras, consolidando-se como o maior torneio de tênis e único ATP 500 da América do Sul.

Realizado entre 14 e 22 de fevereiro, no embalo do Carnaval, o evento projeta injetar cerca de R$ 200 milhões na economia do Estado do Rio de Janeiro e gerar aproximadamente cinco mil empregos diretos e indiretos, segundo estudo anual da Deloitte citado pela organização.

“Costumo reforçar que grandes eventos são também ativos econômicos. O Rio Open é um evento de relevância comprovada, cada vez mais consolidado e integrado ao calendário oficial da cidade. A expectativa é que a edição deste ano injete mais de R$ 200 milhões na economia do Estado”, afirmou Marcia Casz, diretora-geral do torneio.

Com ingressos esgotados desde novembro de 2025 — vendidos em apenas duas horas —, a expectativa é que mais de 70 mil pessoas passem pelo Jockey Club Brasileiro ao longo da semana. O torneio conta ainda com cerca de 3.500 horas de transmissão internacional, projetando imagens icônicas da cidade, como o Cristo Redentor e a Lagoa Rodrigo de Freitas, para o mundo.

Marcas crescem mesmo com Carnaval

Mesmo com o desafio do feriado prolongado, dias de chuva e a eliminação precoce de João Fonseca na chave de simples, as marcas relataram desempenho positivo nas vendas.

Patrocinadora oficial do torneio há dez anos, a FILA registrou crescimento impulsionado principalmente pelo tênis masculino e pelo sportswear feminino na loja oficial do evento.

Alguns produtos voltados ao público feminino avançaram 11% em relação a 2025. Já no masculino, lançamentos como o Axilus 3 superaram 25% de crescimento na comparação anual. Os números consideram o período até a véspera do encerramento do torneio.

“A parceria com o Rio Open é estratégica para a FILA porque reforça nossa conexão genuína com o tênis e nos posiciona dentro do principal palco da modalidade na América do Sul. Estar presente no evento vai muito além da visibilidade: é sobre construir relacionamento com o consumidor e fortalecer nossa autoridade na categoria”, afirmou Adriana, Head de Marketing da FILA Brasil.

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