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Pelé quebra seu próprio recorde em leilão milionário

Venda da peça usada por Pelé na decisão de 1958 reacende o mercado de relíquias de Copas do Mundo, que já rendeu valores milionários a camisas de Maradona, Messi e outros ídolos do futebol

Pelé usou essa camisa, número 10, na final da Copa de 1958 e a peça foi arrematada por US$ 4,88 milhões em leilão (Divulgação)

Pelé usou essa camisa, número 10, na final da Copa de 1958 e a peça foi arrematada por US$ 4,88 milhões em leilão (Divulgação)

Gustavo Frank
Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 17 de julho de 2026 às 12h18.

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A camisa número 10 vestida por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2 e conquistou seu primeiro título mundial, foi arrematada por US$ 4,88 milhões em um leilão da Sotheby's, em Nova York, nesta quinta-feira. O valor, equivalente a cerca de R$ 25 milhões na cotação atual, veio depois de dez lances de mais de cinco interessados diferentes e transformou a peça no item de Pelé mais caro já vendido publicamente.

A venda reacende um mercado que, nas últimas duas décadas, já pagou valores milionários por outras camisas usadas em finais e partidas decisivas de Copas do Mundo.

Uma peça com história própria

Pelé na Copa do Mundo 1958

Pelé disputa a bola durante a final da Copa do Mundo de 1958, contra a Suécia, em Estocolmo (DIvulgação/FIFA)

Pelé tinha 17 anos quando marcou dois gols na decisão disputada no Estádio Rasunda, em Estocolmo, e se tornou o jogador mais jovem a marcar em uma final de Copa do Mundo. Depois da partida, presenteou a camisa ao companheiro de equipe Dida, que a doou, em 1993, ao Museu dos Esportes, no Rio de Janeiro.

O museu consignou a peça a um leilão da Christie's em 2004, quando foi vendida por US$ 105,6 mil, cerca de R$ 540 mil, e passou às mãos de um colecionador anônimo até a nova venda, realizada on-line entre 29 de junho e 16 de julho, com estimativa prévia de até US$ 6 milhões.

Maradona segue à frente

Maradona e a camisa do leilão

Maradona em ação durante a Copa de 1986, ao lado da camisa que usou nas quartas de final contra a Inglaterra, vendida por US$ 9,28 milhões em 2022 (Divulgação)

O recorde geral do futebol, porém, continua com Diego Maradona. A camisa que o argentino vestiu na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final de 1986, partida do gol conhecido como "Mão de Deus", foi arrematada por US$ 9,28 milhões em 2022, também pela Sotheby's. A peça havia sido trocada com o meio-campista inglês Steve Hodge ao fim do jogo e ficou anos exposta no Museu Nacional do Futebol da Inglaterra antes de ir a leilão.

Seis camisas de Messi em uma só disputa

Camisas de Messi que foram a leilão

As seis camisas usadas por Lionel Messi na campanha do título argentino na Copa de 2022, vendidas em conjunto por US$ 7,8 milhões em 2023 (Divulgação)

Outro lote reuniu seis camisas usadas por Lionel Messi na campanha da Argentina na Copa de 2022, no Catar, incluindo a peça da final contra a França. Vendido pela Sotheby's em dezembro de 2023, o conjunto somou US$ 7,8 milhões, cerca de R$ 39,8 milhões, abaixo da estimativa inicial de US$ 10 milhões. Parte da quantia foi destinada a um projeto de apoio a crianças com doenças raras, ligado à fundação de Messi.

Nem toda relíquia encontra comprador

Geoff Hurst

Geoff Hurst ergue a taça Jules Rimet ao lado dos companheiros de seleção após o título inglês na final de 1966, em Wembley (Reprodução/Instagram)

Em 2016, a camisa usada por Geoff Hurst na final de 1966, quando o inglês fez o único hat-trick da história em uma decisão de Copa do Mundo, foi a leilão pela Sotheby's com estimativa de até 500 mil libras esterlinas e não recebeu lances suficientes para atingir o valor mínimo estipulado. A mesma camisa havia sido vendida em 2000, pela Christie's, por 91,75 mil libras esterlinas.

Casas como Sotheby's e Christie's dedicam hoje leilões inteiros a uniformes, troféus e objetos de atletas históricos, segmento que cresceu nos últimos anos entre colecionadores dispostos a pagar valores altos por peças de forte apelo simbólico. Pelé morreu em 2022, aos 82 anos, vítima de um câncer no cólon, e segue sendo o único jogador a conquistar três Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970.

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