Saias plissadas no desfile de verão 2027 da Prada, que abriu a semana de moda de Milão, marcada por estilistas voltando aos arquivos e ao artesanato das casas (Divulgação)
Jonalista colaborador
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 11h57.
Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 13h40.
A Semana de Moda de Milão termina nesta segunda-feira, 28, após cerca de 60 desfiles de primavera-verão 2027 marcados pela retomada de arquivos e do trabalho artesanal italiano. O calendário reuniu novas coleções de Demna para a grife Gucci e Maria Grazia Chiuri para a Fendi, além da estreia de Loris Messina e Simone Rizzo na Moschino e da despedida de Glenn Martens da Diesel.
A semana de moda de Milão, que termina nesta segunda-feira, 28, com um dia de apresentações digitais, levou às passarelas cerca de 60 desfiles de primavera-verão 2027. Boa parte das marcas voltou aos próprios arquivos e ao trabalho manual das oficinas italianas, com coleções que retomaram códigos antigos das casas em materiais e proporções atuais.
O calendário também mostrou a troca recente de diretores criativos. Demna e Maria Grazia Chiuri apresentaram suas segundas coleções para Gucci e Fendi; a dupla da Sunnei estreou na Moschino e Glenn Martens se despediu da Diesel. A prefeitura estima que a cidade recebeu cerca de 496 mil visitantes ao longo de setembro.
Saia com fenda e bordado da Prada, à esquerda, e conjunto de látex com cintos sobrepostos da Ferragamo, inspirado nos anos 1940 (Divulgação)
A Prada abriu a semana com 63 looks, todos com uma saia na altura do joelho, peça que Miuccia Prada usa há décadas como uniforme. Com Raf Simons, ela mostrou versões plissadas, transpassadas, bordadas com cristais e em algodão tratado para parecer couro.
Na Ferragamo, Maximilian Davis partiu das fotografias de Lee Miller e das mulheres dos anos 1940. A coleção teve jaquetas safári, peças em látex translúcido e sandálias anabela inspiradas no modelo F Wedge, lançado por Salvatore Ferragamo em 1947.
Vestido de renda da Dolce & Gabbana, à esquerda, e Kendall Jenner, que fechou o desfile da Bottega Veneta (Divulgação)
Domenico Dolce e Stefano Gabbana trataram a herança siciliana como um enxoval passado de avó para neta, com tailleurs de tweed com bordas de leopardo, estampa de toalha xadrez e toalhinhas de crochê transformadas em saias e vestidos.
Na Bottega Veneta, Louise Trotter deixou o couro trançado mais leve com renda veneziana, crochê e franjas, num desfile fechado por Kendall Jenner. Um ano após a morte de Giorgio Armani, a sobrinha Silvana Armani levou à passarela o algodão, tecido que o tio evitava por achá-lo simples demais.
Short de jeans destruído no último desfile de Glenn Martens na Diesel, à esquerda, e a estreia de Messina e Rizzo na Moschino (Divulgação)
Glenn Martens encerrou seis anos na Diesel com atores espalhados pela plateia, que se beijavam e balançavam a cabeça ao som de techno enquanto passavam jeans destruído e camisetas cortadas a laser. O estilista continua na Maison Margiela, que também pertence ao grupo OTB.
Loris Messina e Simone Rizzo levaram a Moschino ao terraço de um estacionamento, com centenas de pessoas comuns caminhando no sentido contrário ao das modelos. Demna apresentou a Gucci dentro de uma loja cenográfica, protótipo das futuras unidades da marca.
As bolsas de crocodilo do desfile da Prada, inspiradas em um modelo dos anos 1920 e com fecho de ônix, foram oferecidas no dia seguinte a clientes selecionados por pouco mais de US$ 20 mil. Segundo o Wall Street Journal, a grife levou a Milão mais de 100 de seus maiores compradores. A programação incluiu visita privada à obra Última Ceia, de Leonardo da Vinci, e passagem pela Prada Galleria, complexo de oito andares na Galleria Vittorio Emanuele II. Lá, um espaço privado oferece reedições de looks de 1988, ajustes feitos na hora e versões sob medida de saias do arquivo que chegam a US$ 100 mil.
O CEO Andrea Guerra disse ao jornal que esses clientes gastam cerca de 7 euros na marca para cada euro investido em recebê-los. Segundo a Bain & Co., pouco mais de 2% dos consumidores responderam por 45% das compras de luxo no mundo em 2024, contra 35% em 2021. No mesmo ano, o setor tinha 50 milhões de clientes a menos que no pico de 2022. O grupo, que também é dono da Miu Miu e da Versace, faturou 3,05 bilhões de euros no primeiro semestre, alta de 16% a câmbio constante.
A semana de Paris começa nesta segunda, 28, e acontece até 6 de outubro, com 68 desfiles e 33 apresentações. Julie Kegels, vencedora do Prêmio LVMH de 2026, abre o calendário, e a Louis Vuitton o encerra. Martens volta à cidade com a Margiela na terça, 29, mesmo dia de Dior e Saint Laurent. A Valentino de Alessandro Michele volta a Paris em 4 de outubro, depois de desfilar em Roma na última temporada.
Drew Henry estreia na Courrèges e Kai Nesselrath na Carven, e a sul-africana Maxhosa Africa entra pela primeira vez no calendário oficial. A Alaïa mostra uma coleção feita pelo estúdio após a saída de Pieter Mulier para a Versace, em que a estreia dele está prevista para o início de 2027.
As coleções de primavera-verão 2027 retomaram códigos históricos das marcas e o trabalho manual das oficinas italianas, com novas proporções e materiais. Saias, renda, crochê, couro, látex e referências às décadas de 1920 e 1940 apareceram nas passarelas.
Loris Messina e Simone Rizzo estrearam na Moschino, enquanto Glenn Martens encerrou seis anos na Diesel. Demna e Maria Grazia Chiuri apresentaram suas segundas coleções para Gucci e Fendi, respectivamente.
Miuccia Prada e Raf Simons apresentaram 63 looks, todos com saias na altura do joelho, peça usada há décadas pela estilista. A coleção trouxe versões plissadas, transpassadas, bordadas com cristais e confeccionadas em algodão tratado para parecer couro.
As bolsas de crocodilo inspiradas em um modelo dos anos 1920 foram oferecidas a clientes selecionados por pouco mais de US$ 20 mil. Na Prada Galleria, versões sob medida de saias do arquivo chegam a US$ 100 mil.
Segundo o Wall Street Journal, a Prada levou mais de 100 de seus principais compradores à cidade para uma programação exclusiva. O CEO Andrea Guerra afirmou ao jornal que esses clientes gastam cerca de 7 euros na marca para cada euro investido em recebê-los.
A Semana de Moda de Paris começa nesta segunda-feira, 28, e segue até 6 de outubro, com 68 desfiles e 33 apresentações. Julie Kegels abre o calendário, e a grife Louis Vuitton encerra a programação.