Shibuya, em Tóquio: o Japão voltou ao topo do ranking de turismo do Fórum Econômico Mundial ao levar visitantes para além das cidades mais procuradas (Pexels)
Jonalista colaborador
Publicado em 12 de outubro de 2026 às 08h18.
O Japão assumiu o primeiro lugar do Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo (TTDI) 2026, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 25 de setembro, em Genebra. O país somou 5,27 pontos numa escala de 1 a 7 e superou os Estados Unidos, líderes da edição de 2024, que agora aparecem em segundo, com 5,23. A Espanha completa o pódio, com 5,22.
Feito em parceria com a Zurich Insurance Group e publicado a cada dois anos, o ranking avalia 110 economias a partir de 102 indicadores, como segurança, infraestrutura aérea, competitividade de preços, recursos naturais e culturais, mão de obra e sustentabilidade. O índice mede as condições de cada país para desenvolver o turismo e não considera diretamente o número de visitantes ou a receita do setor.
O top 10 reúne os mesmos países de 2024, em outra ordem. A Europa ocupa seis posições da lista, enquanto a Ásia-Pacífico teve o maior avanço médio entre as edições, com alta de 3,6% na pontuação.
O Japão já havia liderado o índice em 2021 e caiu para o terceiro lugar em 2024. Segundo o relatório, a retomada se deve aos recursos culturais, à melhora da infraestrutura de transporte e à estratégia de levar turistas para além de destinos lotados como Tóquio e Kyoto, o que reduziu a concentração de visitantes e manteve o país em ritmo de recordes.
O Brasil ficou na 32ª posição, com 4,41 pontos. Em 2024, o país estava em 26º. A nota brasileira, no entanto, subiu 1% entre as duas edições, em linha com o restante do levantamento, no qual 101 das 110 economias melhoraram suas pontuações. O Brasil segue como o mais bem colocado da América Latina e integra o grupo dos dez maiores mercados emergentes do turismo, ao lado de China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Turquia e México. A Índia, que subiu nove posições, aparece logo à frente, em 31º.
A pontuação média das 110 economias cresceu 2,1% desde 2024, o ritmo mais rápido desde 2019, puxada por recursos culturais, serviços turísticos e conectividade aérea. Em 2025, o mundo registrou 1,5 bilhão de chegadas internacionais, recorde e 5% acima do ano anterior. O relatório aponta, por outro lado, que os custos de viagem subiram acima da inflação e reduziram a competitividade de preços em cerca de três quartos dos países avaliados, além de projetar um déficit de 43 milhões de trabalhadores no setor até 2035
1. Japão (5,27)
2. Estados Unidos (5,23)
3. Espanha (5,22)
4. Austrália (5,18)
5. França (5,17)
6. Alemanha (5,09)
7. Reino Unido (5,08)
8. China (5,00)
9. Suíça (4,97)
10. Itália (4,93)