Como fazer o dinheiro do churrasco render e driblar o preço da picanha

Especialistas dão dicas para economizar antes de acender a churrasqueira que envolvem até cashback

Pode até não ser o seu caso, mas está cada vez mais pesado no orçamento garantir a carne do dia a dia. A do churrasco, então, está impossível para muita gente. Para dar um alívio na taxação dos pequenos açougues e butiques de carne, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a redução no ICMS da carne. A partir desta sexta-feira, 19, o imposto cai para 7% nos produtos de proteína animal em lojas de empresas que se enquadram no Simples Nacional.

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Segundo especialistas ouvidos pela coluna, tanto congelamento de preços quanto promoções podem resultar dessa medida. Por isso, ficar atento às ofertas é a melhor dica para fazer o dinheiro do churrasco render mais. “E, em muitos bairros, a carne vai, sim, ficar mais barata. Porém, ainda existem aqueles que preferem manter o valor que está aplicado hoje para aumentar a margem de lucro”, destaca o especialista tributário Enzo Ribeiro.

O alerta também está presente na análise do especialista em Consumo, Negócios e Tendência Arthur Igreja. “Toda redução tributária pode representar benefícios para o consumidor, contanto que seja repassada. Em tese, o efeito deveria ser imediato ou, no máximo, nas próximas semanas”, diz.

A previsão da advogada Renata Abalém, diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC), no entanto, é um pouco mais cautelosa. “O consumidor vai sentir um pequeno refrigério no final de abril, começo de maio. Mas, talvez, essa economia seja mitigada pela entressafra e, eventualmente, a carne deva ficar até um pouco mais cara”, opina.

“Ficamos sem picanha”
Na Casa de Carnes Paulinho, açougue familiar da região de Pirituba, zona oeste de São Paulo, a procura por carne bovina em 2021 caiu pela metade em relação ao mesmo período dos dois anos anteriores. A venda de frango, porém, dobrou. “Mas as carnes nobres do churrasco ainda são bem procuradas. Há finais de semana que ficamos sem picanha”, conta Renan Gonçalves Almeida, sobre o corte, vendido atualmente a 62,50 reais/kg (30% mais caro que em 2019).

No Big Beef Leopoldina, frigorífico, butique de carnes e steakhouse da região oeste da capital paulista, os preços mais atrativos deverão ser praticados a partir deste fim de semana. “O churrasco está numa fase crescente. Aqui, por exemplo, o cliente tem a opção de levar pronto para consumir ou preparar em casa”, comenta o gerente Fábio Novaes. Lá, o quilo da picanha custa a partir de 92,90 reais.

Cashback e promoções diárias
O cashback, sistema apelidado de “compra inteligente”, que devolve parte do dinheiro ao consumidor, tem sido uma ferramenta importante durante a pandemia.

Para Felipe Rodrigues, fundador e CEO do Meu Dim Dim, plataforma de cashback 100% brasileira, esse estímulo é capaz de construir um ciclo de compras porque o cliente enxerga os benefícios rapidamente e, consequentemente, volta a comprar fazendo uso dos valores que recebeu de volta.

Na comunidade mundial de benefícios de compras online myWorld, o cashback é o carro-chefe. Dentro da plataforma, casas de carne como Swift, Bras Carnes e Bombeef Gourmet, oferecem valores de retorno de até 5%.

Outro exemplo é o Açougue de Planta, marca com opções veganas para o churrasco, como pancetta, kafta e linguiça, que oferece cupom de 20 reais a cada três pedidos feitos na loja da Green Kitchen pelo iFood.

Já no restaurante especializado em churrasco Bark & Crust, do chef e assador Daniel Lee, a estratégia adotada foi de descontos diários na plataforma do iFood. Sempre, um item da cozinha (acompanhamentos), da praça de búrguer (sanduíches e hambúrgueres), da parrilla (carnes grelhadas ou defumadas) e de sobremesa entra em promoção com dedução de 10% a 15% do valor do cardápio.

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