TAG Heuer Monaco Evergraph: componentes flexíveis (TAG Heuer/Divulgação)
Editor de Casual e Especiais
Publicado em 16 de abril de 2026 às 11h00.
É provavelmente o design mais icônico da TAG Heuer. A marca suíça concentrou no Monaco seus lançamentos na Watches & Wonders, o maior salão de relojoaria do mundo, que acontece em Genebra entre os dias 14 e 20 de abril. É praticamente o mesmo relógio clássico criado em 1969, em termos de design. Mas com um avanço técnico que pode redefinir o funcionamento dos cronógrafos.
O novo TAG Heuer Monaco Evergraph estreia o calibre TH80-00, um movimento que rompe com mais de um século de construção tradicional de cronógrafos. Em vez de alavancas, molas e engrenagens sujeitas a atrito, o mecanismo utiliza componentes flexíveis biestáveis, livres de desgaste.
Desenvolvido ao longo de cinco anos pelo laboratório da marca, o sistema elimina completamente a arquitetura clássica de acionamento (start, stop e reset) e a substitui por duas estruturas flexíveis de altíssima precisão. O resultado é um acionamento constante, sem variação, seja no primeiro clique ou no milésimo.
O movimento oferece 70 horas de reserva de marcha, certificação COSC e resistência magnética graças ao oscilador TH-Carbonspring. É um pacote técnico que posiciona o modelo como disruptivo.
A construção do TH80-00 também muda a forma como o movimento é apresentado. Com arquitetura invertida e esqueletizada, elementos como tambor de corda, trem de engrenagens e órgão regulador ficam visíveis no lado do mostrador.
O desenvolvimento contou com a parceria da Vaucher Manufacture Fleurier. O acabamento segue códigos contemporâneos da alta relojoaria, com detalhes como o motivo de bandeira quadriculada no verso e massa oscilante em formato de escudo.
Visualmente, o Evergraph é o Monaco que os fãs do modelo tanto veneram. O DNA do modelo está lá, mas evolui em ergonomia e presença no pulso. São duas versões. A caixa de 40 mm em titânio grau 5, disponível em versão natural ou com revestimento DLC preto, mantém a geometria quadrada, agora com linhas mais refinadas e maior integração com o movimento.
O mostrador transparente reforça a sensação de profundidade. Os contadores posicionados às 3h e 9h equilibram a leitura, enquanto a coroa à esquerda preserva um dos traços históricos do modelo.
Entre os destaques técnicos e estéticos estão o cristal de safira chanfrado e abaulado, o fundo em safira que revela o movimento quadrado, a resistência à água de 100 metros, as pulseiras de borracha disponíveis na versão preta com detalhes vermelhos ou azul com costura cinza e os ponteiros esqueletizados com Super-LumiNova.
A versão preta com detalhes vermelhos acentua o vínculo com o automobilismo. Já a versão em titânio natural com azul presta homenagem direta ao Monaco original.
Para entender o peso dessa atualização é preciso voltar a 1969. Foi naquele ano que a Heuer lançou o primeiro cronógrafo automático quadrado e resistente à água, o Monaco original, equipado com o calibre 11.
O modelo desafiava convenções técnicas e estéticas. Tornou-se um símbolo de ousadia, eternizado no pulso de Steve McQueen no filme Le Mans. Desde então, o Monaco atravessou décadas como ícone pop. Agora, renasce com nova musculatura.