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Remy Sharp
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A Wayra Brasil, hub de inovação aberta da Telefónica/Vivo no Brasil, tem ampliado cada vez mais seu papel no ecossistema de inovação. Somente em 2022, a companhia gerou R$ 74,2 milhões em negócios com a Vivo por meio de suas 26 startups investidas – que juntas têm valor de mercado superior a R$ 2,3 bilhões – um crescimento de aproximadamente 8,8% em relação ao ano anterior. Nos últimos três anos, a Wayra Brasil investiu R$ 9,7 milhões em oito novas startups, como a fintech Olivia; a startup de segurança Gabriel; a edtech Alicerce; a empresa de segurança cibernética GamerSafer; a NetShow.me, empresa de tecnologia que oferece soluções para profissionalizar a distribuição de vídeos e conteúdos digitais; e Beegol, startup de software para melhorar conexões de internet.

O último ano também marcou o lançamento do Vivo Ventures, fundo de investimento em participações (FIP) que investe em startups em estágio de desenvolvimento mais avançado, e conta com até R$ 320 milhões disponíveis para os próximos três anos. O principal foco do fundo é impulsionar e aportar valor no ecossistema B2C e B2B2C da Vivo como parte da estratégia de Inovação Aberta e Novos Negócios da Telefónica.

Para Gabriela Toribio, Managing Director da Wayra Brasil e Vivo Ventures, mais do que aumentar a receita para as startups, é preciso também gerar valor para os empreendedores. “Nosso fundo vem para impulsionar o desenvolvimento e a execução dos planos desse ecossistema, oferecendo inteligência de mercado, que ajuda as investidas a alavancarem seus negócios.  Se a startup desenvolve algum produto ou tecnologia que faça sentido para nós como fornecedor, caminhamos para fechar parcerias”, diz.

Os dois primeiros aportes de Vivo Ventures foram realizados na Klavi, no valor de US$ 3 milhões , em agosto, e de R$ 10 milhões na Klubi, em dezembro. Apesar dos veículos de investimento, Wayra e Vivo Ventures, terem times diferentes, suas atuações são integradas, para aproveitar ao máximo as oportunidades em prol da Vivo e do grupo Telefónica, reforçando a empresa como hub digital. A gestão dos dois fundos é feita pela Wayra Brasil.

A Wayra já fechou  mais de 100 contratos, sendo seis deles em 2022. Entre os novos, um foi com a QueroQuitar, plataforma que funciona como uma mesa de negociação online para quitação e negociação de dívidas de forma anônima, oferecendo uma solução tecnológica para mais de 1.8 milhão de clientes da Vivo. O contrato com a empresa pode gerar um acréscimo de até 25% na receita anual da startup nos anos de 2023 e 2024.

Na linha de produtos, o Vivo Money, linha de empréstimo pessoal, e o Vivo Pay, serviço de conta digital da telecom, são desenvolvidos com a solução open finance da Klavi, startup investida do Vivo Ventures, que oferece integração de software. Com a Klubi, segunda investida do fundo, a Vivo está lançando um novo produto, com três frentes de oportunidades, como ativação via Vivo Valoriza, jornada personalizada para cliente Vivo junto à fintech, e campanha interna para funcionários. Juntas, as empresas têm valuation de mais de R$ 500 milhões, sendo a Klavi com R$ 300 milhões e a Klubi com R$ 220 milhões.

O mercado de CVCs está aquecido no Brasil. Mais de 80% das iniciativas presentes no País, foram criadas nos últimos três anos, segundo dados de uma pesquisa realizada pela ABVCap (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital). Entre as chamadas POCs (Proof of Concept), termo em inglês para designar o ponto de partida da conexão entre uma empresa já consolidada e uma startup, nove das investidas da Wayra estão em fase ou de andamento ou de finalização. Desde 2012, quando iniciou as atividades no Brasil, o CVC já realizou mais de 80 investimentos.

Para este ano, a expectativa é seguir avaliando novas oportunidades. Os principais segmentos de interesse dos fundos são as healthtechs, fintechs, edtechs, marketplace, casa conectada, I.A, energia e entretenimento. “Queremos gerar novas linhas de receitas, com novos produtos e aumentar a conversão em vendas. Outro ponto importante é que a Wayra e Vivo Ventures fomentem melhores práticas no ecossistema de CVC, mantendo-se relevantes e gerando  impacto, com um bom portfólio cada uma”, afirma Gabriela.

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