Team building (Jelena Zelen/Shutterstock)
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Publicado em 19 de maio de 2026 às 13h00.
Você já ouviu falar em “team building”? Traduzido do inglês como “construção” ou “fortalecimento de equipes”, o conceito ganhou espaço nos últimos anos dentro das empresas, especialmente em um cenário marcado por mudanças nas relações de trabalho, desafios de comunicação e baixa integração entre áreas:
Mas apesar do crescimento do tema no ambiente corporativo, os desafios dessa integração são complexos. Uma pesquisa da McKinsey & Company mostrou que 67% dos 1,2 mil líderes globais entrevistados acreditam que programas de desenvolvimento de competências nem sempre conseguem gerar impacto real nos negócios.
Para o especialista em treinamento e desenvolvimento organizacional e CEO da Juntxs, Darwin Grein, um dos principais erros das empresas é tratar o desenvolvimento humano apenas como uma ação pontual, desconectada dos objetivos estratégicos da organização.
Segundo ele, qualquer iniciativa voltada para integração ou desenvolvimento de equipes precisa partir da identificação de um problema real dentro do negócio.
“O team building precisa apoiar resultados concretos da empresa e do dia a dia das equipes. Antes de pensar em qualquer atividade, é necessário entender qual problema estamos tentando resolver e de que forma o desenvolvimento das pessoas deve apoiar esse processo”, afirma.
Com mais de quinze anos de atuação no mercado, Darwin desenvolveu metodologias voltadas para integração de equipes, desenvolvimento de lideranças, coaching, mentoring, treinamentos corporativos e soluções ligadas à equidade, inclusão e diversidade.
Na avaliação do especialista, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para lidar com falhas de comunicação, desalinhamento entre lideranças e comportamentos disfuncionais dentro das equipes, o que impacta diretamente o clima organizacional e os resultados do negócio.
A discussão sobre desenvolvimento humano também ganhou novos contornos após a pandemia, com avanço do trabalho remoto e híbrido, e hoje, a expansão da IA
Para Darwin, o ambiente corporativo passou a priorizar velocidade e entregas, enquanto aspectos ligados às relações interpessoais foram perdendo espaço dentro das organizações.
“Perdemos muitas trocas humanas que aconteciam naturalmente no presencial. Ficamos tão focados nas entregas que fomos deixando as relações à margem. Hoje, o olhar para os resultados e o olhar para as relações precisam caminhar juntos.”
Na prática, esse cenário também contribuiu para uma interpretação equivocada sobre o próprio conceito de team building. Segundo o especialista, muitas empresas ainda associam a solução apenas a momentos de confraternização ou entretenimento, sem conexão com desafios estruturais da equipe.
“Fazer festa, confraternizar e celebrar junto é importante. Mas não podemos confundir entretenimento com team building. O processo passa por entender comportamentos disfuncionais, melhorar relações e criar condições para que a equipe alcance alta performance.”
Para Darwin, ações de desenvolvimento humano precisam provocar mudanças duradouras dentro das organizações e não apenas gerar experiências momentâneas.
“As nossas vivências estimulam conversas difíceis, mas necessárias. Quando os saberes individuais se tornam coletivos, diferentes perspectivas passam a atuar de forma integrada. É nesse encontro que surgem soluções mais sustentáveis e inovadoras para as equipes e para os negócios”, conclui.