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Cultura empresarial e a importância da valorização de equipe

É essencial que a cultura da empresa apresente aspectos claros que sejam refletidos no dia a dia de atividades dos funcionários
50% dos profissionais desempregados consideram a aderência do seu perfil à cultura da empresa um ponto importante ao avaliar uma proposta (monkeybusinessimages/Getty Images)
50% dos profissionais desempregados consideram a aderência do seu perfil à cultura da empresa um ponto importante ao avaliar uma proposta (monkeybusinessimages/Getty Images)
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BússolaPublicado em 07/04/2022 às 11:09.

Por Roberto Cabrera*

50% dos profissionais desempregados consideram a aderência do seu perfil à cultura da empresa um ponto importante ao avaliar uma proposta de emprego. É o que diz a pesquisa “Match Perfeito — o que buscam profissionais e recrutadores”, elaborada pela consultoria de recursos humanos Robert Half, em parceria com o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral. Ponderando que, resumidamente, a cultura empresarial é a junção, na prática, da missão, valores e propósito de uma organização, é essencial que esses aspectos estejam claros e sejam refletidos no dia a dia de atividades dos funcionários.

No entanto, cabe destacar que essa valorização à cultura da empresa começa muito antes do conceito em si, nascendo na forma como uma equipe é liderada, direcionada e tratada. O profissional percebe se sua empresa está de acordo com os propósitos que preza a cada tarefa que exerce durante o período de trabalho, observando o ambiente, ética nos processos, capacidade de apoio e inovação, entre outros pontos.

Ao longo da jornada de RH, aprendemos que se os profissionais dentro da empresa não estão satisfeitos ou felizes, toda uma cadeia é prejudicada. É fundamental valorizar colaboradores, suas contribuições com o negócio em si e, ainda, a execução das atribuições cotidianas.

Trazendo essa convicção para a prática, na Acer procuramos sempre colocar nossos funcionários em um lugar confortável, em um ambiente saudável e de máximo respeito, seguindo a cultura “Customer Centric”. Inclusive, neste ano, conseguimos novamente o selo Great Place to Work (GPTW) e garantimos a nona posição entre as dez melhores empresas para trabalhar na categoria até cem colaboradores.

Uma grande conquista, considerando todos os desafios que enfrentamos nos últimos anos por conta da pandemia para manter a qualidade do ambiente de trabalho. Hoje, com o reconhecimento, conseguimos ver os gratos resultados gerados por esse esforço.

Nesse sentido, a cultura “Customer Centric”, que tem o cliente no centro de tudo, nos auxiliou de forma significativa para alcançar o selo. Isto porque, ao contrário do que muitos pensam, essa linha de trabalho também envolve o colaborador, que se mostra ainda mais satisfeito por poder atender de forma assertiva as necessidades do cliente. A prática também faz com que os funcionários desenvolvam um poder de empatia único, contribuindo, ainda, para um melhor ambiente organizacional.

Por isso, vale frisar que para ser uma grande empresa, não bastam serviços e produtos excelentes, mas uma equipe engajada e feliz, que trabalha todos os dias com prazer. Na Acer, sabemos que todo sucesso começa na equipe, no carinho e atenção com ela, de maneira que cada colaborador se sinta único e necessário. E essa é uma premissa da nossa cultura organizacional que continuaremos mantendo, afinal o conceito faz parte da nossa história e de quem somos.

Por fim, deixo algumas dicas para a implementação da cultura “Customer Centric” com foco no cliente interno. Primeiro, é importante dizer que o desenvolvimento desse conceito dentro de uma empresa é contínuo, ou seja, a liderança deve sempre buscar aprimorar esse processo junto aos colaboradores.

Como já dito, fazer com que a equipe tenha empatia ao ouvir o cliente é um ponto crucial para o sucesso dessa cultura. Assim, uma dica que posso externar é a busca imparável pelo desenvolvimento de empatia dos funcionários, que será refletida diretamente no dia a dia da corporação e nas relações internas.

A última dica pode parecer óbvia, mas é básico levar o nome do conceito de forma literal quando a prática ocorrer: o cliente deve ser o centro de tudo. Clientes felizes, empresa feliz.

*Roberto Cabrera é Chief Financial Officer and People Leader na Acer Brasil

 

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