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Como o Paraná transforma suas estradas em corredores de exportação

Investimentos históricos em rodovias impulsionam o escoamento do agronegócio e aumentam a competitividade logística do país

Investimentos em rodovias no Paraná ampliam a fluidez e a segurança do escoamento de safras (Reprodução/Reprodução)

Investimentos em rodovias no Paraná ampliam a fluidez e a segurança do escoamento de safras (Reprodução/Reprodução)

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Publicado em 1 de julho de 2026 às 15h00.

Por Marcos Moreira*

Quando se fala em infraestrutura e desenvolvimento econômico, o debate normalmente se concentra em portos, ferrovias ou grandes polos industriais.

Mas existe um elo importante que conecta toda essa engrenagem e sustenta boa parte da competitividade brasileira: as rodovias.

No Paraná, especially nos corredores que ligam o interior produtivo aos portos do estado, as estradas exercem um papel estratégico para a economia nacional.

São elas que conectam o agronegócio, a indústria e os centros de distribuição aos mercados consumidores.

O novo ciclo de investimentos e o impacto na logística regional

Não por acaso, o estado vive um dos mais abrangentes ciclos de investimentos em infraestrutura rodoviária de sua história recente.

O novo ciclo do Programa Federal de Concessões contempla cerca de 3 mil quilômetros de rodovias, investimentos próximos a R$ 60 bilhões e a expectativa de geração de mais de 881 mil empregos diretos e indiretos...

... além de centenas de quilômetros de duplicações e melhorias estruturais destinadas a ampliar a capacidade logística do Paraná nos próximos 30 anos.

Os números mais recentes divulgados pelo Governo do Estado ajudam a dimensionar essa relevância.

Somente em janeiro, a movimentação de cargas nos portos paranaenses superou 5,28 milhões de toneladas, crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A soja praticamente dobrou de volume exportado, enquanto milho, açúcar e proteínas animais também registraram crescimento expressivo.

E os resultados passam obrigatoriamente pelo asfalto.

Cada carga exportada percorre centenas de quilômetros desde as regiões produtoras até o litoral, em um trajeto majoritariamente rodoviário.

É nas estradas que se definem fatores essenciais para a competitividade brasileira, como previsibilidade logística, segurança operacional, tempo de deslocamento, custo do frete e integridade da carga.

O papel do Porto de Paranaguá e o fluxo nas estradas

O Porto de Paranaguá representa de forma emblemática essa dinâmica.

Em 2025, o terminal exportou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, além de grandes volumes de grãos, e recebeu quase 900 mil toneladas de fertilizantes apenas em janeiro.

Toda essa movimentação exige conexões rodoviárias capazes de operar com regularidade, fluidez e segurança, reduzindo gargalos que impactam contratos internacionais, custos operacionais e a eficiência do setor produtivo.

É nesse contexto que os investimentos em infraestrutura rodoviária ganham relevância estratégica para o desenvolvimento do país.

Fortalecimento das cadeias produtivas e o abastecimento interno

Ao ampliar a segurança, a capacidade e a fluidez das rodovias, os investimentos em infraestrutura fortalecem cadeias produtivas, reduzem custos logísticos, integram regiões e criam um ambiente favorável à atração de novos investimentos.

Além do escoamento da produção, essas rodovias também cumprem outra função essencial: garantir o abastecimento do interior do país.

O fluxo de fertilizantes que chega pelo litoral e segue para as regiões produtoras demonstra que estamos diante de um corredor logístico completo, que sustenta tanto a exportação quanto a produtividade agrícola brasileira.

Desse modo, o Paraná demonstra, na prática, como infraestrutura, logística e desenvolvimento caminham juntos.

Investir na modernização das rodovias significa fortalecer a competitividade brasileira e consolidar corredores econômicos capazes de conectar produção, pessoas e oportunidades com mais segurança, previsibilidade e eficiência.

Em um país que ainda enfrenta desafios históricos de infraestrutura, reconhecer o papel estratégico das rodovias — e mantê-las como prioridade — é mais do que uma decisão técnica.

Trata-se de uma escolha estratégica para o futuro do desenvolvimento nacional.

*Marcos Moreira é diretor-presidente do núcleo Paraná da EPR.

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