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Valdemar diz que Michelle não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro

Valdemar afirmou que a ex-primeira-dama afirmou que "talvez não fosse candidata à senadora". Valdemar disse ter respondido que o partido continuará à disposição dela.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL (Esfera Brasil/Divulgação)

Valdemar Costa Neto, presidente do PL (Esfera Brasil/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 2 de julho de 2026 às 16h16.

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 2, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro "não quer participar" da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, após o desgaste público entre os dois.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Valdemar afirmou que a crise interna está superada e disse que a campanha do senador segue normalmente.

Segundo ele, Michelle decidiu deixar a presidência do PL Mulher por iniciativa própria e comunicou a decisão diretamente ao comando da legenda.

"Parece, eu sinto que ela não quer participar, mas o Flávio cresceu alguns pontos esses dias", afirmou Valdemar ao ser questionado sobre a presença da ex-primeira-dama na campanha eleitoral.

A declaração ocorre um dia após Michelle anunciar sua saída do comando do segmento feminino do partido. Em nota divulgada na terça-feira, a ex-primeira-dama informou que deixará a função para dedicar-se integralmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e à filha do casal, Laura.

Valdemar classificou a saída como uma perda para o partido, mas disse respeitar a decisão. "Ela tem um carisma muito grande. A opção é dela, não tem o que fazer e vamos tocar a campanha para frente", afirmou.

O dirigente também revelou que Michelle cogitou desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

Segundo ele, durante a conversa entre ambos, a ex-primeira-dama afirmou que "talvez não fosse candidata à senadora". Valdemar disse ter respondido que o partido continuará à disposição dela.

Durante evento com mulheres do partido na quarta-feira, 1, Flávio elogiou a atuação de Michelle à frente do PL Mulher e afirmou que o trabalho da ex-primeira-dama foi decisivo para aproximar mulheres da política e incentivar candidaturas femininas.

"Eu respeito demais a Michelle e tenho convicção de que vamos superar mais esse momento difícil. Ela vai caminhar junto com a gente porque sabe que o Brasil não suporta mais quatro anos de PT", afirmou.

Valdemar critica vídeo compartilhado por Michelle

Outro ponto abordado na entrevista foi o compartilhamento, por Michelle, de um vídeo publicado pelo ex-governador Anthony Garotinho, que fazia acusações envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Valdemar afirmou que Michelle "fez muito mal" ao republicar o conteúdo e disse que Garotinho "não tem credibilidade".

"Ela não devia ter considerado. A gente não pode transmitir uma notícia que você não tem segurança se é verdadeira ou não", afirmou. O presidente do PL ressaltou, porém, que essa avaliação não foi feita diretamente à ex-primeira-dama, mas representa sua opinião sobre o episódio.

Segundo Valdemar, ele tem convicção de que não surgirão novos fatos envolvendo Flávio Bolsonaro. "Não tem nada de novas revelações", disse. Ele também afirmou que o senador permanece como candidato do partido e descartou qualquer discussão sobre substituição.

Ao comentar o impacto político da crise, o dirigente afirmou que a repercussão da manifestação pública de Michelle foi negativa. Segundo ele, levantamentos nas redes sociais indicariam elevada desaprovação à postura adotada pela ex-primeira-dama, inclusive entre mulheres, embora não tenha informado a metodologia ou a origem dos dados citados.

A declaração reforça o distanciamento entre Michelle e Flávio Bolsonaro após o conflito em torno da disputa por candidaturas ao Senado no Ceará. A ex-primeira-dama defendia a indicação da vereadora Priscila Costa (PL-CE), enquanto Flávio apoia o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE).

Na entrevista desta quarta-feira, Valdemar negou que Jair Bolsonaro tenha participado da estratégia de comunicação que deu origem ao conflito. "O Bolsonaro jamais faria isso com o Flávio. O Flávio é candidato do Bolsonaro", afirmou.

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