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Resultado da eleição em São Paulo: Tarcísio é reeleito governador

Em segundo lugar na disputa pelo governo de São Paulo ficou o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 36.22% dos votos válidos

Tarcísio de Freitas: candidato do Republicanos foi reeleito governador de São Paulo  (Exame)

Tarcísio de Freitas: candidato do Republicanos foi reeleito governador de São Paulo (Exame)

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 19h42.

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Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, foi reeleito governador de São Paulo, de acordo com dados de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 90,02% das urnas apuradas, Tarcísio obteve 62,85% dos votos válidos (13.057.319), e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) recebeu 36,22% (7.525.403). Em terceiro ficou a socióloga e sindicalista Vera Lúcia (PSTU) com 0,35% (71.974 votos).

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Quem é Tarcísio de Freitas, reeleito governador de SP

Tarcísio de Freitas consolidou em 2026 uma trajetória que começou longe das urnas e o levou ao comando do maior estado do país. Aos 51 anos, o governador de São Paulo foi reeleito neste domingo após uma campanha que reeditou a disputa com Fernando Haddad, adversário que já havia derrotado em 2022.

A reeleição encerra o segundo ciclo eleitoral de Tarcísio desde que entrou para a política partidária. Em 2022, ele venceu Haddad no segundo turno, em sua primeira disputa eleitoral, com 55,27% dos votos. Quatro anos depois, chegou à nova eleição como favorito, apoiado por partidos da direita e da centro-direita e com uma campanha marcada pela defesa dos resultados de sua primeira gestão e pela manutenção de sua associação política com o campo bolsonarista.

Antes de disputar eleições, Tarcísio construiu a carreira no setor público e ganhou projeção nacional no governo de Jair Bolsonaro. Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), também foi funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) e servidor vinculado à consultoria legislativa da Câmara.

Sua trajetória na administração pública passou pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em 2011, durante o governo Dilma Rousseff (PT), chegou à cúpula do órgão como número dois do então diretor-geral Jorge Fraxe. Em 2014, assumiu o comando do Dnit.

No governo de Michel Temer (MDB), Tarcísio atuou na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), onde participou da condução de projetos de concessões. Foi nesse período que ganhou espaço entre integrantes do Tribunal de Contas da União e do setor privado e passou a ser associado à agenda de infraestrutura e desestatizações.

A experiência o levou ao Ministério da Infraestrutura no governo Bolsonaro, em 2019. Na pasta, tornou-se um dos ministros mais elogiados pelo presidente e uma das principais vitrines da administração. Nos primeiros 100 dias de governo, foram realizados 23 leilões de ativos, entre aeroportos, terminais portuários e a Ferrovia Norte-Sul, com previsão de R$ 8 bilhões em investimentos.

O perfil que ajudou a projetá-lo combinava formação técnica, experiência em infraestrutura e uma atuação considerada pragmática. Tarcísio era descrito como alguém capaz de transitar em reuniões de gabinete e audiências públicas, mas também de ir a estradas e negociar diretamente com caminhoneiros. A postura também lhe rendeu críticas. Na área ambiental, era visto como impaciente e disposto a pressionar para levar adiante projetos de sua agenda.

A passagem pelo governo Bolsonaro também foi importante para sua aproximação política com o então presidente. Católico, o então ministro também mantinha vínculos com militares que conhecera durante sua passagem pelo Haiti, onde chefiou a seção de engenharia da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar da projeção nacional no governo federal, Tarcísio ainda não tinha experiência eleitoral quando decidiu disputar o governo paulista. Deixou o Ministério da Infraestrutura no início de 2022, depois de se filiar ao Republicanos.

Naquele ano, contrariou as pesquisas e terminou o primeiro turno na liderança, com 42,32% dos votos, contra 35,70% de Haddad. O terceiro colocado, o então governador Rodrigo Garcia (PSDB), recebeu 18,40% e declarou apoio a Tarcísio no segundo turno. A eleição também marcou o fim de um ciclo de quase três décadas de governos tucanos em São Paulo.

A vitória transformou o ex-ministro em governador de São Paulo e abriu uma nova etapa de sua carreira política. Na primeira gestão, iniciada em 2023, Tarcísio passou a apresentar seu governo a partir de três pilares: Desenvolvimento, Diálogo e Dignidade.

Entre as realizações destacadas oficialmente pelo governo estão a retomada e conclusão de mais de 2.700 obras, a recuperação e construção de cerca de 6,5 mil quilômetros de rodovias, a entrega de cerca de 20 mil moradias e o aumento dos repasses para a saúde. O governo também afirma ter atraído mais de R$ 250 bilhões em capital privado para novos negócios e ter destravado projetos como o trecho Norte do Rodoanel e o túnel imerso entre Santos e Guarujá.

O balanço da gestão, porém, também mostra compromissos ainda pendentes. Segundo levantamento do g1 sobre as 40 promessas feitas por Tarcísio na campanha de 2022, considerando o período de 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2026, 19 foram cumpridas integralmente, 15 parcialmente e seis não haviam sido cumpridas.

Foi com esse histórico que Tarcísio chegou à campanha de 2026, a qual chegou a ser cogitado para a disputa pela presidência da República, mas tirado do páreo pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Para o governo estadual, contudo, a disputa voltou a colocar seu nome diante de Haddad, mas em condições diferentes das de quatro anos antes. Tarcísio entrou no pleito com avaliação positiva de sua gestão e apoio de praticamente todo o campo da direita e da centro-direita.

VEJA O RESULTADO COMPLETO DA VOTAÇÃO PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO

Em 2026, São Paulo teve seis candidatos disputando o cargo de governador:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 10
  • Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores) - 13
  • Carlos Machado (Partido Comunista Brasileiro) - 21
  • Izadora Dias (Partido da Causa Operária) - 29
  • Vera Lúcia (PSTU) - 16
  • Vivian Mendes (UP) - 80
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Não foi votar? Como justificar ausência do voto

Quem não pode justificar a ausência no dia do primeiro turno da eleição, tem o prazo de até 60 dias após cada turno para regularizar a situação eleitoral sem o pagamento da multa.

Os canais para realizar o procedimento online são o e-Título e o Sistema Justifica. Nesse caso, além de preencher o requerimento, é necessário anexar documentos que comprovem o motivo alegado, pois a justificativa não é automática e poderá ser ou não concedida pelo juiz eleitoral.
Adicionado:

Quem não votou no primeiro turno, pode votar no segundo?

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições de 2026 pode e deve votar no segundo turno. Segundo o TSE, cada turno é tratado como uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. Isso significa que uma pessoa que não votou no primeiro turno não é proibida de ir às urnas no segundo, desde que seu título eleitoral esteja regular.
Adicionado:

Quem é obrigado a votar e justificar a ausência

O voto é obrigatório para eleitoras e eleitores alfabetizados com idades entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para:

  • maiores de 16 anos e menores de 18 anos;
  • maiores de 70 anos;
  • analfabetos.
Acompanhe tudo sobre:Estado de São PauloEleições 2026

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