Eleições governadores: SP tem Tarcísio e Haddad disputando a vaga ao governo do estado (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)
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Publicado em 30 de setembro de 2026 às 00h11.
Última atualização em 30 de setembro de 2026 às 00h13.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de São Paulo em todas as pesquisas divulgadas nos últimos dias.
A mais recente, da Quaest, mostra o candidato à reeleição com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 24% de Fernando Haddad (PT).
Em algumas pesquisas, Tarcísio aparece acima de 50%, patamar que indicaria vitória já no primeiro turno. O que muda de um instituto para outro é o tamanho da vantagem sobre Haddad, que vai de 13 a mais de 22 pontos percentuais.
A eleição estadual acontece no domingo, 4 de outubro, junto com a escolha do presidente da República, de senadores e de deputados federais e estaduais. Se nenhum candidato ao governo passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno será em 25 de outubro.
Tarcísio disputa a reeleição com Felício Ramuth (MDB) como vice. Haddad, ex-ministro da Fazenda, concorre com Márcio França (PSB).
Também estão na disputa Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO), Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB).
Veja abaixo o que mostram as pesquisas Quaest, Real Time Big Data, AtlasIntel, Futura e Datafolha, além das principais propostas dos dois líderes.
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra Tarcísio com 44% das intenções de voto no cenário estimulado. Haddad tem 24%, uma diferença de 20 pontos percentuais. Os demais candidatos aparecem com 1% cada.
No levantamento anterior, divulgado em 23 de setembro, Tarcísio também tinha 44%, e Haddad, 27%. O petista, portanto, perdeu três pontos no intervalo.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Tarcísio tem 29% (eram 27%) e Haddad, 13% (o mesmo índice da rodada anterior). Nesse cenário, os indecisos somam 53%.
A Quaest entrevistou 1.800 eleitores entre 25 e 28 de setembro, presencialmente, nos domicílios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.
O Real Time Big Data também foi divulgado nesta terça e traz o melhor desempenho de Haddad entre as pesquisas recentes. Tarcísio tem 53% e o petista, 39%.
Os outros quatro candidatos somam 1%. Votos nulos e brancos são 4%, e indecisos, 3%. Nos votos válidos, Tarcísio tem 57%, contra 42% de Haddad.
O levantamento também mediu a rejeição. Haddad é rejeitado por 42% dos eleitores, e Tarcísio, por 35%. A gestão do governador é aprovada por 64% e desaprovada por 35%.
Por renda, Haddad lidera entre quem ganha até dois salários mínimos (49% a 42%). Entre quem ganha mais de cinco salários, Tarcísio tem 67%, contra 25% do petista.
Na capital paulista, os dois estão empatados com 46%. Na Grande São Paulo, Haddad tem 46% e Tarcísio, 44%. No interior, o governador abre vantagem, com 63% no Oeste, 62% no Norte e 60% no Vale do Paraíba.
O instituto ouviu 2.000 eleitores entre 24 e 28 de setembro, presencialmente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-06293/2026.
A pesquisa AtlasIntel, contratada pelo Estadão, mostra Tarcísio com 53,3% e Haddad com 40,1%, diferença de 13,2 pontos. Outros candidatos somam 1,8%, votos brancos e nulos são 3,1%, e 1,7% não sabem em quem votar.
Nos votos válidos, o governador tem 55,9%, e o petista, 42,2%.
O instituto detalhou o perfil do eleitorado. Tarcísio tem 78,9% entre os evangélicos e 58,5% entre os homens. Haddad lidera entre agnósticos e ateus (63,4%) e está tecnicamente empatado entre as mulheres, com 49% contra 48,6% do governador.
A gestão estadual é aprovada por 53% e desaprovada por 39%. Já o governo Lula é desaprovado por 56% dos paulistas e aprovado por 42%.
Foram ouvidos 1.833 eleitores entre 22 e 27 de setembro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o registro no TSE é SP-01486/2026.
Na rodada anterior da AtlasIntel, divulgada em 3 de setembro, Tarcísio tinha 51,1% e Haddad, 39,9%.
A pesquisa Futura mostra Tarcísio com 54,8% e Haddad com 32,6%, uma vantagem de 22,2 pontos, a maior entre os institutos que divulgaram números recentes.
Vera Lúcia (PSTU) tem 0,8%, Izadora Dias (PCO) tem 0,7%, e Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB) têm 0,4% cada. Branco e nulo somam 5,1%, e indecisos, 5,4%.
O governo Tarcísio é aprovado por 64,2% dos entrevistados e desaprovado por 30,8%. Para 54,6%, a gestão é ótima ou boa.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em 277 municípios paulistas, por telefone (CATI). A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior, divulgada em 8 de setembro, Tarcísio tinha 54% e Haddad, 31,5%. Naquela pesquisa, o petista tinha rejeição de 51,5%.
No segundo turno simulado pela Quaest, Tarcísio tem 49% e Haddad, 29%. Na rodada de 23 de setembro, os números eram 49% e 30%.
Votos em branco, nulos ou de quem não pretende votar somam 12%, e os indecisos são 10%.
O Real Time Big Data aponta Tarcísio com 57% e Haddad com 40%. Brancos e nulos somam 2%, e 1% não sabe ou não respondeu.
Nos votos válidos, o governador tem 59% e o petista, 41%.
Na AtlasIntel, Tarcísio tem 54,9% e Haddad, 42,1%. Brancos e nulos somam 3%, e apenas 0,1% se declara indeciso.
No levantamento de 3 de setembro, o placar era 53,2% a 42,6%.
A Futura simulou um segundo turno com Tarcísio em 58,2% e Haddad em 35,6%, uma diferença de 22,6 pontos.
Na pesquisa de 8 de setembro, o governador tinha 57,1% e Haddad, 34,5%.
Os planos de governo foram protocolados no TRE-SP e trazem a segurança pública como prioridade número um dos dois candidatos.
O de Tarcísio tem 68 páginas e dez eixos. O de Haddad tem 15 páginas e seis eixos. A campanha do petista diz que são apenas diretrizes e que os planos de cada área serão divulgados aos poucos.
O governador lista as entregas do primeiro mandato, como o combate ao consumo de drogas a céu aberto na Cracolândia, o saneamento e as obras de estradas e trilhos. Seu lema é "seguir avançando".
O petista critica a gestão atual e usa o lema "São Paulo pode mais". Segundo o plano, o estado "entrega pouco" diante do seu potencial.
Os dois planos preveem monitoramento eletrônico de agressores e aplicativo de emergência para mulheres em situação de violência doméstica. Ambos também citam a inteligência artificial em áreas como segurança e saúde.