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Representante de Caiado defende Estado menor e mais espaço para investimento público

Cristiane Schmidt propõe reduzir gastos obrigatórios, usar IA na gestão e priorizar produtividade e segurança pública

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 13h35.

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 16h03.

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Em evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, em São Paulo, nesta terça-feira, 25, Cristiane Schmidt, ex-secretária de Economia de Goiás e representante da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD), defendeu um redimensionamento do Estado para reduzir gastos obrigatórios e ampliar a capacidade de investimento do governo.

Segundo ela, a administração pública deve se concentrar no que o setor privado não consegue oferecer e incorporar novas tecnologias, como inteligência artificial, para melhorar a prestação de serviços.

Para Schmidt, o papel do Estado é identificar as necessidades de cidadãos e empresários e criar instituições capazes de atendê-las.

Como exmeplo, ela citou os estados do Centro-Oeste como exemplos de gestões com políticas de licenciamento ambiental que escutam as empresas. “Não é que sejamos contra o meio ambiente, mas petróleo só é riqueza quando a gente tira”, afirmou.

Schmidt também criticou o excesso de despesas obrigatórias no orçamento público, que, segundo ela, limita a capacidade dos governantes de executar seus planos. “Quem é eleito não pode fazer seu plano de governo porque o orçamento dele é todo obrigatório”, disse.

Na área econômica, Schmidt relacionou criminalidade com economia. Ela defendeu um pacto com os demais poderes e com os governadores para enfrentar o crime organizado. Segundo ela, um acordo federativo nacional seria necessário para coordenar as ações de segurança pública.

A representante também defendeu a formação de uma equipe técnica nos primeiros 100 dias de governo para implementar a agenda econômica.

Depois do ajuste inicial das contas, a prioridade, segundo Schmidt, deveria ser o aumento da produtividade e a redução dos custos para empresas. Entre as medidas, citou a redução do preço da energia e do gás natural e a melhoria da logística. “Facilitar a vida do empresário”, resumiu.

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