Eleições 2026: Caiado promete combate ao crime organizado como mote de campanha (Um Brasil/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 13h16.
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira, 4, que a polarização entre PT e PL prejudica o país e defendeu que o eleitor busque uma alternativa nas eleições de outubro.
"O PT e o PL sequestraram o país. E nós precisamos esclarecer isso à população. O sequestrador não é bonzinho", afirmou Caiado em conversa com jornalistas após sabatina promovida pelo G4 e O Antagonista.
Segundo Caiado, o eleitor brasileiro vive uma "síndrome de Estocolmo" ao permanecer vinculado aos dois principais grupos políticos do país. Na avaliação do ex-governador, o próximo presidente precisará ter "coragem e autoridade" para enfrentar a situação econômica e promover reformas.
"O Brasil tem que decidir, neste momento, quem tem coragem e autoridade para fazer o Brasil sair desse grande impasse, desse garroteamento que está vivendo. Tenho muita esperança de que o brasileiro vai acordar para isso", disse.
Caiado também afirmou que um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agravaria o cenário econômico. Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), disse que o país também não avançaria sob um governo de uma pessoa "sem autoridade moral" para fazer as reformas necessárias.
"Se for alguém que não tem autoridade moral para fazer as reformas necessárias, nem teria coragem pelos envolvimentos que hoje tem, o Brasil continuará nessa situação de endividamento das pessoas e de enfraquecimento da condição produtiva do país", disse.
O pré-candidato também criticou a elevada rejeição dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas na disputa presidencial.
"O Brasil não pode mais ficar simplesmente com um cidadão querendo ir para o segundo turno sendo o mais rejeitado. Nós não podemos ir para uma eleição desse jeito."Caiado afirmou para os empresários que, se eleito, dará "previsibilidade" para os empresários brasileiros.
Ele disse que prevê rever a reforma tributária, enviar uma nova reforma da previdência e "cortar na carne". A avaliação do ex-governador é que, em quatro anos, com as medidas anunciadas, o país poderá chegar a um patamar de juro real, descontada a inflação, de até 4% ao ano.
O pré-candidato defendeu, durante a sabatina e na coletiva, a sua gestão em Goiás, principalmente na área da Segurança Pública. Entre as promessas para um eventual governo, Caiado disse que "vai abrir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)" para os estados, com o objetivo de impedir a atuação do crime organizado na economia formal.
"A segurança pública é o alicerce do desenvolvimento econômico de um país. O estado do crime já se compara com o estado brasileiro", disse.
Caiado afirmou que pretende adotar uma postura de diálogo com outros países e ampliar a inserção do Brasil no comércio internacional.
"Não se governa brigando. Vou sentar à mesa, mostrando a potencialidade do Brasil, as nossas riquezas e a nossa capacidade de avançar em tempo recorde, porque nós temos o que nenhum país no mundo tem", disse.
O ex-governador defendeu ainda maior investimento em pesquisa, ciência e tecnologia e afirmou que o Brasil perdeu oportunidades por não priorizar essas áreas.
"Nós nunca tivemos um presidente que voltasse seus interesses, ou pelo menos seus projetos estruturantes, para desenvolver a pesquisa, a inteligência artificial, a mineração brasileira, a ciência e a tecnologia. Esse é o passo atrás que o Brasil está dando", disse.
Segundo Caiado, suas convicções políticas não interfeririam na relação comercial com outros países.
"Eu saberei resgatar isso sentando com esses países. Todos eles também dependem do Brasil. Não preciso brigar com ninguém. Vou abrir mercado. As minhas convicções políticas não podem ser impeditivas para que o mercado brasileiro possa crescer", afirmou.