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Kim Kataguiri defende reforma administrativa e relaciona segurança pública à economia

Representante de Renan Santos defendeu mudanças nas regras do funcionalismo, metas para repasses federais e segurança pública como fator de atração de investimentos

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 13h32.

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 15h57.

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O deputado federal Kim Kataguiri (Missão), representante da candidatura de Renan Santos, defendeu uma reforma administrativa com mudanças nas carreiras do funcionalismo público, avaliação de desempenho e revisão das regras de estabilidade nas carreiras.

As propostas foram apresentadas durante fórum com as principais candidaturas à Presidência da República em evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, em São Paulo, nesta terça-feira, 25.

Segundo Kataguiri, as carreiras do serviço público devem ter progressão mais lenta, para evitar que o topo da carreira se torne um "piso" e incentive a criação de benefícios adicionais, os chamados "penduricalhos" e supersalários.

Ele também defendeu a implementação de avaliações de desempenho de servidores, tema que, segundo o deputado, nunca foi efetivamente organizado.

Kataguiri também afirmou que a estabilidade deveria ser mantida apenas para as chamadas carreiras típicas de Estado. Para as demais funções, defendeu a adoção de regras diferentes baseadas em desempenho.

O deputado também criticou a qualidade dos serviços públicos. “A gente paga muito imposto e os serviços são uma porcaria”, afirmou. Ao falar de educação e atenção primária à saúde, classificou os serviços como “uma tragédia humanitária”.

O parlamentar também defendeu o estabelecimento de metas de desempenho na gestão municipal, que definiria repasses da União. Segundo ele, haveria um piso de indicadores, com possibilidade de aumento de recursos caso as metas fossem cumpridas. Em caso de descumprimento, a proposta seria reduzir os repasses e declarar o administrador público em questão como inelegível.

Na área econômica, Kataguiri defendeu a aprovação de uma PEC de transição fiscal para evitar que o próximo governo fique “sufocado” pelas contas herdadas da administração anterior.

Ele também relacionou segurança pública à atração de investimentos estrangeiros. Segundo o deputado, empresas de fora do país deixam de se instalar no Brasil por duas razões, sendo que a primeira é um suposto excesso de ações trabalhistas e a segunda é a criminalidade. “Segurança pública é medida econômica”, afirmou.

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