Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro: chapa disputa o segundo turno das eleições neste domingo, 25. (PL/Flickr/Divulgação)
Repórter
Publicado em 25 de outubro de 2026 às 06h00.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo, 25. Ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e ex-relator da CPMI do INSS, Gaspar foi escolhido em agosto para integrar uma chapa formada apenas por integrantes do PL.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é o vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e ex-relator da CPMI do INSS, Gaspar integra a chapa que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no segundo turno, neste domingo, 25.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o registro da chapa por unanimidade em 2 de setembro. A candidatura de Gaspar a vice-presidente havia sido anunciada em 5 de agosto, após tentativas do PL de formar alianças com outros partidos.
No primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Na pesquisa Datafolha divulgada em 22 de outubro, os dois candidatos aparecem empatados numericamente, com 50% dos votos válidos cada.
Alfredo Gaspar de Mendonça Neto tem 56 anos e nasceu em Maceió, capital de Alagoas. Advogado, construiu a maior parte de sua carreira no Ministério Público estadual antes de ingressar na política.
Gaspar começou a atuar como promotor de Justiça em 1996 e permaneceu no Ministério Público de Alagoas por 24 anos. Entre 2017 e 2020, ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça do estado.
Também foi secretário de Segurança Pública de Alagoas durante o governo de Renan Filho (MDB), em dois períodos: de 2015 a 2016 e de 2021 a 2022.
Em 2020, disputou a Prefeitura de Maceió pelo MDB, mas foi derrotado no segundo turno por JHC. Dois anos depois, elegeu-se deputado federal por Alagoas pelo União Brasil.
O parlamentar se filiou ao PL em 2026, a convite de Flávio Bolsonaro, e assumiu o comando estadual da legenda em Alagoas.
Gaspar ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar descontos associativos fraudulentos em aposentadorias e pensões.
O deputado apresentou um relatório que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.
O documento atribuía a Lulinha suspeitas de crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. O relatório, porém, foi rejeitado pela CPMI em março de 2026.
A atuação de Gaspar na CPMI do INSS foi um dos argumentos apresentados por Flávio Bolsonaro para justificar sua escolha como candidato a vice-presidente.
Flávio Bolsonaro anunciou Gaspar como candidato a vice-presidente em 5 de agosto, durante um evento na sede do PL, em Brasília.
A escolha ocorreu após o senador não conseguir fechar alianças formais com partidos do Centrão para a disputa presidencial.
Entre os nomes considerados estavam a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos).
Com Gaspar, Flávio formou uma "chapa puro-sangue", expressão usada quando os candidatos a presidente e vice pertencem ao mesmo partido.
Ao anunciar a escolha, o senador destacou a origem nordestina de Gaspar, sua experiência na segurança pública e a atuação na CPMI do INSS.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou em 6 de outubro um pedido de abertura de investigação contra Alfredo Gaspar por suspeitas de estupro de vulnerável e outras condutas relatadas às autoridades.
A decisão acompanhou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou insuficientes os elementos reunidos para justificar a abertura de um inquérito.
O pedido tinha origem em notícias-crime apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares relataram suspeitas de abuso sexual contra uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado.
Antes do arquivamento, Gilmar autorizou diligências preliminares, incluindo pedidos de informações a empresas e transcrição de áudios.
"Não se verifica, no estado atual dos autos, base indiciária suficiente para a instauração do inquérito pretendido", escreveu Gilmar Mendes na decisão.
Gaspar nega as acusações e afirma ser alvo de denunciação caluniosa. O deputado também forneceu material genético para exames.
O arquivamento significa que o STF não identificou elementos suficientes para autorizar a abertura da investigação naquele momento. A decisão não corresponde a um julgamento de mérito sobre as acusações.
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 será realizado neste domingo, 25 de outubro.
A disputa será entre Flávio Bolsonaro (PL), acompanhado de Alfredo Gaspar (PL), e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição com Geraldo Alckmin (PSB).
Na pesquisa Datafolha divulgada em 22 de outubro, os dois candidatos registraram 50% dos votos válidos cada. O levantamento ouviu 2.520 pessoas entre 20 e 22 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Na eleição, apenas os votos válidos são considerados para definir o vencedor. Votos em branco, nulos e abstenções não entram no cálculo dos percentuais dos candidatos.
A EXAME fará a cobertura da apuração do segundo turno em tempo real neste domingo, com os resultados da eleição presidencial e das disputas estaduais.
O vice de Flávio Bolsonaro é Alfredo Gaspar (PL-AL), deputado federal por Alagoas, ex-procurador-geral de Justiça do estado e ex-relator da CPMI do INSS.
Alfredo Gaspar é filiado ao Partido Liberal (PL). Ele foi eleito deputado federal pelo União Brasil em 2022 e se filiou ao PL em 2026.
Como relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar apresentou um relatório que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva. O relatório foi rejeitado pela comissão em março de 2026.
Não. Em 6 de outubro de 2026, o ministro Gilmar Mendes arquivou o pedido de abertura de investigação após a PGR apontar falta de elementos suficientes. Gaspar nega as acusações.
O segundo turno será neste domingo, 25 de outubro. Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar enfrentam Lula e Geraldo Alckmin.