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Valdemar diz que Tereza Cristina não quer e descarta Michelle como vice de Flávio

Presidente do partido defendeu uma candidata a vice mulher, mas disse que Michelle não é uma opção por ter o "mesmo nome" que Flávio

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 30 de março de 2026 às 15h26.

Última atualização em 30 de março de 2026 às 15h48.

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 30, que a senadora Tereza Cristina (PP) não tem interesse em ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL).

“Tereza Cristina me disse na semana passada que não pretende ser vice porque tem um projeto [para a disputa] no Senado. Ela quer se dedicar ao Senado. Ela vai nos ajudar bastante no plano de governo, mas eu tenho certeza de que ela não vai ser candidata a vice; ela não quer”, afirmou em conversa com jornalistas após almoço com empresários promovido pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais, criado pelo ex-governador de São Paulo, João Doria.

Ao responder se Michelle Bolsonaro (PL) seria uma opção, Valdemar respondeu negativamente por mais de seis vezes e afirmou que os dois “têm o mesmo nome”, sugerindo que essa opção não agregaria mais votos.

O presidente do PL disse ainda que é preciso discutir a questão com os partidos aliados e sugeriu nomes do Nordeste para a chapa.

Questionado se teria outro nome para indicar, Valdemar afirmou que é “muito difícil” definir e que a escolha será pessoal de Flávio, em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não quero influenciar nisso. Já tenho muita coisa para fazer no partido e não dou conta. E são assuntos em que não interfiro”, afirmou.

Mais cedo, durante palestra para empresários, o presidente do partido elogiou Tereza Cristina e disse que ela deveria ter sido a vice de Bolsonaro na eleição de 2022.

Valdemar afirmou que o ex-presidente errou ao insistir em Braga Netto e não dar uma sinalização positiva ao eleitorado feminino, no qual acumulava grande rejeição à época.

“Bolsonaro insistiu no Braga Netto de vice, que não trazia nenhum voto. Tinha que ser a Tereza Cristina, porque ela tem uma aprovação muito grande. A Tereza é o máximo”, afirmou.

A senadora era cotada para ser vice de Flávio, mas afirmou que, até o momento, não recebeu nenhum convite. Outro nome apontado é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Valdemar afirmou ainda que espera que o senador Flávio Bolsonaro (PL) escolha uma mulher como vice-presidente, mas reforçou que ela precisa ser “craque”. O dirigente partidário não deu prazo para a definição.

“Torço para que Flávio escolha uma mulher como vice. Hoje, temos muito mais mulheres no nosso partido graças ao trabalho de Michelle Bolsonaro (PL)”, afirmou.

'Flávio é mais político e eleição será resolvida por poucos votos'

Valdemar afirmou que Flávio é um “camarada que ouve mais”, que é mais político do que o pai e que “tem tudo para dar certo”.

“Flávio está se preparando. Ele tem que mostrar o que vai fazer e não só ficar atacando o Lula”, disse.

O presidente do partido reforçou ainda que a eleição será decidida por uma margem apertada de votos e, por isso, é necessário que os problemas familiares dos Bolsonaro sejam superados.

“Precisamos resolver esse problema dentro da família porque temos que ganhar as eleições”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Valdemar afirmou que o nome escolhido será alguém respeitado pelos empresários e criticou o modelo de “subvenção” aos mais pobres implementado pelo governo petista. “Precisamos criar empregos”, disse.

O presidente do PL reforçou que, ao fim da janela partidária, o partido terá pelo menos 100 deputados federais e 28 deputados estaduais em São Paulo. “Nós somos o maior partido do Brasil, graças ao presidente Bolsonaro e à presidente Michelle”, afirmou.

Sobre a eleição parlamentar, Valdemar diz esperar que o partido eleja 25 senadores e que, junto com cerca de 20 senadores de outros partidos de direita, pretende formar maioria no Senado.

“Mesmo fazendo a maioria no Senado, se não fizermos a presidência da República, não teremos a presidência do Senado”, afirmou.

Acompanhe tudo sobre:Eleições 2026Flávio Bolsonaro

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