A presidente do Podemos, Renata Abreu (Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Agência Câmara)
Repórter
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 20h28.
Última atualização em 4 de agosto de 2026 às 20h45.
O Podemos declarou nesta terça-feira, 4, neutralidade na corrida ao Planalto. O movimento é mais um que bagunça o cenário eleitoral para o pleito de outubro
A decisão foi comunicada em carta assinada presidente nacional da legenda, deputada federal Renata Abreu (SP), que diz ter ouvido diretórios estaduais, parlamentares, prefeitos, vereadores e filiados em todo o país antes de bater o martelo.
No texto, a sigla defende que os desafios do Brasil "são muito maiores do que a disputa política e ideológica" e afirma que pretende seguir atuando "com independência" por seus próprios projetos, sem se filiar a nenhuma candidatura.
"Respeitamos todas as candidaturas. E respeitamos também a diversidade de opiniões que existe dentro do nosso partido. Preservar essa unidade sem abrir mão dos nossos princípios, é parte da nossa identidade", diz um trecho da carta.
O Republicanos, partido presidido por Marcos Pereira (SP) e ligado à Igreja Universal, decidiu não apoiar nacionalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial.
Com isso, fecha-se a possibilidade de que a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ou a senadora Damares Alves (DF) integrarem a chapa bolsonarista à Presidência nas eleições deste ano.
Em nota divulgada nesta terça-feira, 4, o partido disse que a posição de independência não representa ausência de princípios nem de posicionamento político. "Ao contrário, demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária", afirma.
A federação União Brasil-PP e o Republicanos também descartaram embarcar na candidatura do senador fluminense, dando sinais de um isolamento crescente do político às vésperas do fechamento das convenções partidárias.
Mesmo com as recusas, Flávio já decidiu quem será seu vice-presidente da chapa presidencial. O anúncio será feito na quarta-feira, 5, em coletiva de imprensa marcada para as 11h em Brasília, no Teatro Juca Chaves, no mesmo prédio da sede nacional do PL.
Três candidatos já anunciaram seus companheiros de chapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice na tentativa de reeleição. A repetição da composição foi oficializada pelas convenções dos dois partidos.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) escolheu o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para ocupar a vaga de vice. A composição faz parte da estratégia do partido de apresentar uma alternativa fora da polarização entre PT e PL e também fortalecer a presença da legenda na disputa nacional.
Já Renan Santos (Missão) anunciou como vice o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista Aroldo Medina. A chapa será formada apenas por integrantes do partido.
A escolha do vice é considerada estratégica nas disputas presidenciais porque pode ampliar alianças políticas, atrair segmentos específicos do eleitorado e influenciar a estrutura da campanha, incluindo o apoio partidário e o tempo de propaganda eleitoral.