O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), durante participação na Agrishow em 2026. (Vitor Salles)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 10h04.
Última atualização em 4 de agosto de 2026 às 10h05.
O Republicanos, partido presidido por Marcos Pereira (SP) e ligado à Igreja Universal, decidiu não apoiar nacionalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial.
Com isso, fecha-se a possibilidade de que a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ou a senadora Damares Alves (DF) integrarem a chapa bolsonarista à Presidência nas eleições deste ano.
A convenção, realizada nesta terça-feira, 4, na sede do partido em Brasília, ratificou uma tendência, de liberar diretórios estaduais para apoiarem candidatos presidenciais, mas sem comprometer o partido a um endosso oficial.
Em nota, o partido disse que a posição de independência não representa ausência de princípios nem de posicionamento político. "Ao contrário, demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária", afirma.
Segundo o Republicanos, mesmo com o posicionamento, o partido "permanece fiel aos valores que sempre nortearam sua atuação: defesa da democracia, da liberdade, da responsabilidade fiscal, do fortalecimento das instituições, da família, da segurança jurídica e do desenvolvimento econômico e social do Brasil", diz.
O resultado é mais um revés para a campanha de Flávio, uma vez que o Republicanos agregaria tempo de TV e verba de campanha.
Ao mesmo tempo, é uma vitória para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que trabalhou para mobilizar diretórios e lideranças da sigla simpáticos ao governo contra uma aliança nacional com Flávio. O Republicanos mantém influência no Ministério de Portos e Aeroportos no atual governo.
Com a liberação para o apoio nos estados, diretórios estuais em regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste tendem a apoiar Flávio, ao passo que no Nordeste e em estados do Norte a tendência é endosso a Lula.
O bolsonarismo ainda trabalha para atrair o Podemos para uma aliança, com a eventual indicação da presidente do partido, Renata Abreu, como vice de Flávio, mas o cenário mais provável é que a sigla siga o mesmo caminho que Progressistas e Republicanos e declare neutralidade.