Carnaval 2026: veja esquema de segurança para mulheres em SP (Mixed Comunicação/Liga dos Amigos do Zé Pereira/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 15h58.
A Polícia Militar de São Paulo iniciou um esquema especial de segurança voltado ao público feminino para o Carnaval de 2026 na capital paulista. A estratégia central consiste no destacamento de policiais mulheres dedicadas exclusivamente ao acolhimento de vítimas de importunação sexual e à detenção imediata de infratores.
A iniciativa já começa neste sábado, 31, marcado pela saída dos primeiros grandes blocos de rua, onde a aglomeração de pessoas exige uma resposta rápida das autoridades.
O braço tecnológico dessa operação é o programa Cabine Lilás, operado pelo Centro de Operações da PM (Copom). Com atendimento pelo número 190, a central é composta integralmente por efetivo feminino, o que facilita o diálogo e o suporte emocional necessário em casos de violência de gênero.
Segundo o coronel Carlos Henrique Lucena, o programa é essencial para romper o ciclo de agressões, já que cerca de 30% das orientações prestadas resultam na formalização de boletins de ocorrência.
A operação deste ano integra as câmeras de vigilância ao sistema Muralha Paulista, ferramenta que utiliza inteligência artificial para cruzar dados de foragidos da justiça e veículos com queixa de roubo.
O uso de softwares de reconhecimento facial nos acessos aos blocos visa aumentar a eficiência das prisões e garantir que indivíduos com mandados em aberto sejam retirados de circulação antes de cometerem novos delitos. A infraestrutura digital é um pilar da estratégia para manter a capital como um destino turístico seguro durante o feriado.
Além do acolhimento especializado, o governo estadual mobilizou um reforço massivo de 5,2 mil policiais militares extras por dia para cobrir o calendário da folia. O esquema inclui 2,5 mil viaturas posicionadas estrategicamente em megablocos e eventos privados.
O monitoramento aéreo será realizado por uma frota de drones, que transmitem imagens em tempo real para os centros de controle, e permitem a identificação de focos de tumulto ou crimes de oportunidade no meio da multidão.
O foco na importunação sexual responde a uma demanda crescente da sociedade por festas mais inclusivas e respeitosas.
(Com Agência Brasil)