Eleições 2026: janela de conquista da diferença está diminuindo: 19% ainda podem mudar o voto, enquanto escolha de 81% já é definitiva (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
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Publicado em 11 de agosto de 2026 às 09h39.
Última atualização em 11 de agosto de 2026 às 12h08.
A corrida pelo Palácio do Planalto está em um dos momentos mais acirrados a menos de três meses da eleição, segundo a pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira, 11. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em empate técnico nos dois turnos simulados.
No primeiro turno testado, ambos registram 38% das intenções de voto. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre os demais nomes, Renan Santos (Missão) registra 5%. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 4%. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo e Augusto Cury têm 1% cada.
Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram neste levantamento. Os eleitores indecisos somam 7%, e 4% afirmam que não escolheriam nenhum deles.
O levantamento também mediu o nível de decisão do eleitorado. O índice revela que a janela de conquista da diferença está diminuindo: 19% dos respondentes ainda podem mudar o voto, enquanto a escolha de 81% já é definitiva.
Na pesquisa espontânea, modalidade em que os nomes não são apresentados previamente, o petista pontua com 33% contra 30% do senador, configurando mais um empate técnico. O índice de eleitores que declaram não saber em quem votar de forma espontânea chega a 28%.
No cenário de segundo turno testado pelo levantamento, a disputa permanece no limite estatístico. O senador Flávio Bolsonaro marca 45%, contra 43% do presidente. Esse quadro reflete um empate técnico dentro da margem de erro. Os eleitores que declaram voto em nenhum ou branco somam 10%, e os que não sabem representam 2%.
O estudo de migração de votos mostra a dinâmica desse embate. O presidente Lula herda 30% dos indecisos e 23% dos que votam em branco ou nulo no primeiro turno. Já o parlamentar atrai 77% dos eleitores de Romeu Zema e 54% da base de Ronaldo Caiado, consolidando os votos da centro-direita em um eventual confronto direto.
A pesquisa mediu o potencial de rejeição múltipla dos presidenciáveis. O atual presidente concentra a maior rejeição, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum.
Flávio Bolsonaro aparece logo na sequência, rejeitado por 44% do eleitorado. Outros candidatos testados, como Romeu Zema, Cabo Daciolo e Augusto Cury, registram 8% de rejeição cada um.
O levantamento também mensurou a percepção sobre a atual gestão executiva. O governo Lula é desaprovado por 53% dos entrevistados, enquanto 42% aprovam a administração federal.
A série histórica aponta que a desaprovação se mantém em um patamar majoritário e estável desde o ano passado. A violência e a falta de segurança pública são citadas por 46% como o principal problema do Brasil, seguidas pela corrupção e saúde (24% cada).
A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores entre 06 e 10 de agosto de 2026, por meio de entrevistas pessoais telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Gerp Mercadologia e está registrado no TSE sob o protocolo BR-08045/2026.