Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 06h22.
Última atualização em 31 de agosto de 2026 às 06h28.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mantêm as duas primeiras posições na disputa pela Presidência, enquanto o escritor Augusto Cury aparece com 11% das intenções de voto, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 31. Lula lidera com 39%, seguido por Flávio, com 33%, enquanto Cury alcança dois dígitos e ocupa isoladamente a terceira colocação.
Na comparação com o levantamento anterior, Lula caiu três pontos percentuais, enquanto Flávio recuou cinco pontos. Os dois estavam tecnicamente empatados no primeiro turno na simulação anterior.
O desempenho de Cury o coloca à frente dos demais nomes testados no cenário principal. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 5%, enquanto o presidente do Missão, Renan Santos, registra 3%.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a candidata Samara têm 1% cada. Os demais nomes não foram citados. Brancos e nulos somam 3%, mesmo percentual dos indecisos.
Com 11%, Augusto Cury registra mais que o dobro das intenções de voto de Caiado, quarto colocado no cenário, e fica 22 pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro. O escritor chamou a atenção do eleitorado por desistir e depois decidir participar do debate na Band.
Os recortes demográficos mostram diferenças na distribuição das intenções de voto entre os dois primeiros colocados. Lula registra 48% no Nordeste e amplia sua vantagem entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, grupo no qual alcança 52%.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra seu melhor desempenho regional no Sul, com 47% das intenções de voto no primeiro turno. Entre os evangélicos, o senador também fica à frente do presidente.
No eleitorado evangélico, Flávio Bolsonaro registra 43% das intenções de voto, contra 27% de Lula, uma diferença de 16 pontos percentuais.Inelegível até 2032, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparece em um cenário alternativo testado pelo instituto. Proibido de utilizar recursos do fundo eleitoral e de participar de sabatinas e debates, Marçal aguarda o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário com ele, Lula aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio com 31%. Cury segue com 11%. Caiado chega a 6%, enquanto Marçal e Renan Santos marcam 3% cada. Zema registra 2% nessa simulação. Os demais candidatos registram 1% ou não pontuam.
Nas projeções para um eventual segundo turno, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro fica dentro da margem de erro da pesquisa. No confronto direto, Lula registra 46% das intenções de voto, ante 45% de Flávio Bolsonaro, o que configura empate técnico.
O atual presidente também registra empate técnico com Ronaldo Caiado: Lula tem 45%, ante 44% do ex-governador de Goiás. Contra Zema, o petista aparece com 46%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais marca 41%. No confronto com Renan Santos, Lula tem 47%, ante 38% do adversário.
A concentração das intenções de voto nos dois primeiros colocados ocorre em paralelo aos altos índices de rejeição dos dois candidatos. Quando questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, Flávio Bolsonaro lidera a rejeição, com 50%, seguido por Lula, com 49%. Zema aparece na sequência, com 41%.
Flávio Bolsonaro e Lula, que somam 72% das intenções de voto no cenário de primeiro turno, também são os dois nomes com maior rejeição entre os eleitores ouvidos pela Nexus.A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre a atual gestão federal. O governo Lula é avaliado como ruim ou péssimo por 46%, enquanto 37% o classificam como ótimo ou bom. Outros 18% consideram a administração regular.
A pesquisa Nexus entrevistou 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto de 2026, por telefone, pelo método CATI, sigla em inglês para entrevista telefônica assistida por computador.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08900/2026.