Repórter
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 14h58.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma ação à Justiça Eleitoral após o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrar com um celular na cabine de votação em Araxá, no Alto Paranaíba, neste domingo, 4.
O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Rodolfo Pacheco, confirmou a informação durante coletiva de imprensa em Belo Horizonte, na tarde deste domingo, 4. De acordo com ele, a ação já foi protocolada, mas ainda não há previsão para que o caso seja julgado.
"O Ministério Público ingressou com uma ação em relação a esse fato. Naturalmente, isso ainda vai ser julgado pela Corte. Nós não temos ainda um andamento. Isso não vai ocorrer por agora, mas já foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral uma ação referente a esse fato", afirmou o diretor do TRE-MG Rodolfo Pacheco.
Antes da confirmação sobre a ação, o presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, havia informado que a Justiça Eleitoral apuraria o episódio. Ele também lembrou que o uso de celular dentro da cabine de votação é proibido e afirmou que a violação do sigilo do voto pode configurar crime eleitoral.
Questionado sobre o caso, Zema disse que entrou na cabine com o aparelho por hábito e negou ter usado o celular durante a votação.
"Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel", declarou o candidato.
Com o protocolo da ação pelo Ministério Público Eleitoral, caberá à Corte do TRE-MG analisar o caso e definir os próximos encaminhamentos do processo.