Última atualização em 27 de junho de 2026 às 18h10.
Com jogos da Seleção Brasileira marcados em horário comercial na Copa do Mundo, como o próximo confronto entre Brasil e Japão às 14h, na segunda, 29, volta à discussão a dúvida sobre lei, jornada de trabalho e liberação de funcionários em dia de jogo. Apesar da expectativa de flexibilização nas empresas, a legislação não prevê folga automática.
Na prática, mesmo com partidas do Brasil durante a semana, a regra geral é que o expediente segue normalmente, já que dia de jogo da Copa do Mundo não é considerado feriado.
Lei não garante folga em jogo da Copa do Mundo
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal não estabelecem qualquer dispositivo que obrigue empresas a liberar trabalhadores em dias de partidas da Seleção Brasileira.
Assim, a decisão sobre liberar funcionários, reduzir jornada ou manter o expediente integral fica a cargo do empregador.
Durante a Copa do Mundo, é comum que empresas adotem flexibilizações, como ajustes de escala, banco de horas ou liberação parcial, mas essas medidas dependem de decisão interna e acordos prévios.
Como ficam trabalho e salário nos jogos do Brasil
Quando há liberação sem desconto, a folga é considerada remunerada, uma prática recorrente em períodos de Copa do Mundo, mas que não é obrigatória por lei.
Já quando não há acordo e o trabalhador falta para assistir ao jogo da Copa do Mundo, a ausência é tratada como falta comum.
Nesses casos, podem ocorrer desconto no salário, perda do descanso semanal remunerado e aplicação de medidas disciplinares, como advertência ou suspensão.
Especialistas reforçam que a falta sem autorização ou compensação não configura automaticamente justa causa, mas pode gerar punições progressivas dependendo da reincidência.
Compensação de horas e regras internas
Empresas que optam por liberar funcionários durante o jogo da Seleção Brasileira podem adotar compensação de jornada, desde que haja acordo e respeito aos limites legais de horas trabalhadas.
A compensação precisa ser previamente definida e não pode ultrapassar os limites diários permitidos pela legislação trabalhista.
Também é possível que o acordo preveja reposição das horas em até um ano, dependendo do modelo adotado entre empregador e empregado.
Setores essenciais têm regras mais rígidas
Trabalhadores de setores como saúde, segurança, transporte e serviços essenciais tendem a enfrentar regras mais rígidas durante a Copa do Mundo.
Nesses casos, a continuidade do serviço impede paralisações por jogos, exigindo planejamento prévio e negociação individual para eventuais ajustes de escala.
A orientação de especialistas é que o trabalhador se antecipe e alinhe expectativas com a empresa antes dos jogos da Seleção Brasileira.
Ao longo da última semana, três pesquisas de intenção de voto confirmaram a liderança isolada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL)