Douglas Ruas foi oficializado pelo PL para disputar o Palácio Guanabara (Alerj/Divulgação)
Repórter
Publicado em 24 de julho de 2026 às 12h32.
O PL confirmou nesta sexta-feira, 24, durante convenção partidária, a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, ao governo fluminense. A composição da chapa ainda não está definida, após o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), que ocuparia a vaga de vice, desistir da disputa.
Aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro, Ruas terá entre seus adversários o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), apoiado pelo presidente Lula e apontado no texto como líder das pesquisas eleitorais. Durante o evento, o candidato do PL associou a disputa estadual ao cenário político nacional e direcionou críticas à candidatura de Paes.
Mesmo após ter integrado o governo Cláudio Castro como secretário de Cidades, Ruas criticou indicadores da Educação, a situação da segurança pública e os números de emprego e renda no estado. O presidente da Alerj também afirmou considerar excessiva a quantidade de secretarias da administração estadual.
"Não queremos o candidato do PT à frente do estado do Rio de Janeiro. As pessoas não aguentam mais. Foram quatro anos de desmanche. O crime organizado avançou, restringiram a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil", afirmou Ruas.
Durante a convenção, o candidato também mencionou a relação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ruas saudou o pedido de desculpas feito pelo presidenciável a Michelle, sua madrasta. Os dois participaram da cerimônia por videoconferência.
Sem uma aliança confirmada com outros partidos de maior peso eleitoral no Rio, o PL mantém indefinida uma das duas candidaturas ao Senado. A outra vaga foi destinada ao senador Carlos Portinho, oficializado na convenção como candidato à reeleição.
"É fundamental conseguirmos ter a maior bancada não só no Senado, mas também na Câmara", afirmou Portinho.
Flávio Bolsonaro também participou do evento por videoconferência e declarou que o Rio de Janeiro está "sequestrado", apesar de o PL ter comandado o governo estadual nos últimos anos.
"Grande abraço à seleção que está aí para resgatar o Rio de Janeiro, que hoje está sequestrado por narcoterroristas e pessoas que só pensam a todo momento em projetos de poder", disse.
Assim como Ruas, Flávio vinculou a candidatura de Eduardo Paes ao presidente Lula e ao PT.
"Não podemos permitir que se crie um ‘bunker’, termo em inglês usado originalmente para designar uma estrutura fortificada de proteção, do PT no Rio de Janeiro", afirmou.
Aos 37 anos, Douglas Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e integra o grupo político ligado ao presidente estadual da legenda, o deputado federal Altineu Côrtes.
Ruas exerce o segundo mandato como deputado estadual e foi eleito presidente da Alerj, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em abril. Antes de assumir o comando da Casa, ocupou a Secretaria de Cidades durante o governo Cláudio Castro.
Ao disputar o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, Ruas deixa de concorrer à renovação de seu mandato de deputado estadual nesta eleição. Em caso de derrota, segundo o cenário descrito no texto original, também não poderia disputar a prefeitura de São Gonçalo daqui a dois anos enquanto o pai estiver no comando do município, em razão das regras de inelegibilidade aplicáveis a parentes de chefes do Executivo.