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Guerra no Irã não chegará ao bolso do brasileiro, diz Lula

Presidente afirma que governo monitora efeitos do conflito e defende PEC da segurança

 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

(Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Publicado em 2 de abril de 2026 às 09h20.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 2, que o governo está “fazendo tudo possível” para evitar que os efeitos da guerra envolvendo o Irã atinjam a população brasileira, especialmente no preço de combustíveis e gás de cozinha. A declaração foi dada em entrevista à Record, na Bahia.

"Estamos fazendo tudo possível para que a guerra irresponsável do Irã não chegue ao povo. Não vamos permitir que chegue no bolso do caminhoneiro e da dona de casa. O preço do gás não vai subir", disse.

O presidente também mencionou o cenário internacional ao citar Donald Trump, afirmando que o conflito não foi encerrado como prometido.

Lula defende ampliar atuação federal na segurança

Na entrevista, Lula voltou a defender mudanças na segurança pública e destacou a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia o papel da União no combate ao crime organizado.

Segundo ele, hoje o governo federal tem atuação limitada, basicamente restrita ao repasse de recursos aos estados.

"Quando a PEC for aprovada, a gente vai saber qual é o papel da União, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e o que precisa ser feito", afirmou.

O presidente disse que o país enfrenta uma escalada do crime organizado e que é necessário um esforço mais coordenado.

"Nós estamos numa guerra contra o crime organizado. A gente não pode esperar", disse

A proposta, em análise no Congresso, prevê maior integração entre União, estados e municípios e reforça o papel da Polícia Federal em investigações de alcance interestadual e internacional.

Pressão política e cooperação internacional

A agenda de segurança tem ganhado espaço no Planalto, em meio à pressão da oposição e ao esforço do governo para consolidar uma marca de enfrentamento ao crime organizado.

Dentro dessa estratégia, Lula citou uma conversa com Donald Trump para pedir apoio na extradição de investigados que vivem no exterior.

"Nós queremos essa pessoa no Brasil. É para combater o crime organizado? Então nos entregue os nossos bandidos", afirmou.

Entre os casos mencionados está o do empresário Ricardo Magro, investigado por suspeita de sonegação e residente em Miami.

Segundo Lula, o governo enviou informações detalhadas às autoridades americanas para viabilizar a captura.

Agenda em Salvador e impasse no Senado

A PEC da segurança ainda depende de análise do Senado e aguarda tramitação sob responsabilidade do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Nesta quinta-feira, Lula cumpre agenda em Salvador, com foco em obras de mobilidade urbana e habitação financiadas pelo Novo PAC.

Entre os compromissos estão visitas a obras do VLT e assinatura de ordem de serviço para intervenções na linha 1 do metrô, com investimento de R$ 1,52 bilhão, além da entrega de obras de contenção de encostas.

*Com O Globo

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