Economia

Lula diz que 'não vai sossegar' enquanto preço do diesel não parar de subir e faz críticas a Trump

Em evento em São Paulo, o presidente também cobrou do Conselho da ONU esforços pela paz no Oriente Médio

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante Reunião Ministerial, realizada no Palácio do Planalto (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante Reunião Ministerial, realizada no Palácio do Planalto (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 31 de março de 2026 às 20h12.

Última atualização em 31 de março de 2026 às 20h18.

Tudo sobreGoverno Lula
Saiba mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que “não vai sossegar” enquanto o preço do diesel continuar em alta, durante evento realizado nesta terça-feira, 31, em São Paulo.

A fala do chefe do Executivo ocorreu em meio a críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas ao conflito no Irã e seus impactos no mercado internacional de energia. Lula associou a alta dos combustíveis aos efeitos indiretos sobre alimentos e o custo de vida.

Mais de 80% dos estados aderem à proposta do governo de subvenção ao diesel importado, diz Fazenda

"E agora o que está acontecendo com a guerra no Irã? O preço do combustível está subindo. E o preço do combustível subindo vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo o que a gente come. Então é preciso dar um recado para esses cinco senhores que estão membros do Conselho de Segurança da ONU. O mundo precisa de paz, o mundo não precisa de guerra. Não vamos sossegar enquanto o preço do óleo diesel não parar de subir", afirmou o presidente.

Na fala, Lula mencionou os países que integram o Conselho de Segurança da ONU — França, Estados Unidos, Rússia, China e Reino Unido — ao comentar o cenário internacional. O presidente defendeu a redução de tensões geopolíticas como forma de conter a pressão sobre os preços globais de energia.

O evento teve como foco a área de educação e contou com a presença do ministro Camilo Santana, que deve deixar o cargo para disputar as próximas eleições, e do vice-presidente Geraldo Alckmin, indicado por Lula como candidato a vice em uma eventual chapa de reeleição.

Acordo entre União e estados sobre diesel importado

Nesta noite, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que a proposta do governo federal para subsidiar o diesel importado deve contar com adesão de mais de 80% dos estados brasileiros.

Segundo a nota, o modelo prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro, dividida igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte. A medida busca conter os impactos da alta do petróleo sobre os preços internos de combustíveis.

De diretor no Whatsapp a substituto de Haddad: quem é Dario Durigan, novo ministro da Fazenda

"Com base nessas balizas mais de 80% dos estados já sinalizaram positivamente com a adesão e parceria com o governo federal visando mitigar os efeitos do choque de preços do petróleo sobre a população dos seus respectivos Estados", informou o colegiado em nota.

A proposta foi discutida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, na semana passada.

A contribuição dos estados será proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação, com critérios ainda a serem definidos localmente. A política terá caráter temporário, com duração prevista de até dois meses.

"A contrapartida estadual será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da federação, conforme critérios a serem definidos por esse conjunto federativo", explica o Ministério da Fazenda no comunicado.

O Comsefaz informou que as cotas referentes aos estados que optarem por não aderir à medida não serão redistribuídas entre os participantes, mantendo o caráter voluntário da iniciativa.

"A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo", afirmou o Comitê.

Acompanhe tudo sobre:Governo LulaLuiz Inácio Lula da SilvaÓleo dieselCombustíveisDonald TrumpIrã

Mais de Economia

Novo Desenrola: renegociação de dívidas com uso do FGTS começará em 25 de maio

Produção industrial cresce 0,1% em março e avança em 11 de 15 locais pesquisados

Varejo cresce 0,5% em março e tem alta de 4% na comparação anual, diz IBGE

Fim da taxa das blusinhas é um retrocesso e afetará as micro e pequenas empresas, diz CNI