ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

"Transição energética fracassará se não houver legitimidade social", adverte o PNUD

Progresso verde depende de coesão e legitimidade social

Da esquerda para a direita: Eduardo Trevisan, presidente do Conselho da Rede de Agricultura Sustentável e diretor de ESG e Certificação da Imaflora; Gabriel Chelis, especialista em agronegócio da ApexBrasil; Tiago Reis, líder da estratégia de Mercados Livres de Desmatamento e Conversão do WWF-Brasil; e Heithel Silva, coordenadora técnica do IICA no Brasil, participam do 4º Fórum Latino-Americano de Economia Verde

Da esquerda para a direita: Eduardo Trevisan, presidente do Conselho da Rede de Agricultura Sustentável e diretor de ESG e Certificação da Imaflora; Gabriel Chelis, especialista em agronegócio da ApexBrasil; Tiago Reis, líder da estratégia de Mercados Livres de Desmatamento e Conversão do WWF-Brasil; e Heithel Silva, coordenadora técnica do IICA no Brasil, participam do 4º Fórum Latino-Americano de Economia Verde

EFE
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 00h00.

Priorizar nos meus resultados Google

O representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Claudio Providas, destacou a importância da legitimidade social para que a transição energética tenha sucesso na América Latina.

"É preciso fazer com que a transição seja sustentável e socialmente legítima porque, se não, vai fracassar", afirmou Providas, durante o IV Fórum Latino-Americano de Economia Verde (FLEV), organizado pela Agência EFE na cidade de São Paulo.

Providas disse que a América Latina tem tudo para realizar uma transformação bem-sucedida do modelo econômico, desde financiamento a recursos naturais, para adaptá-lo às mudanças climáticas.

De especial importância são as enormes reservas de minerais críticos e terras raras, essenciais para a produção de baterias de veículos elétricos e turbinas eólicas, entre outros produtos.

No entanto, segundo o representante da agência da ONU, nada disso será suficiente se não houver vontade política e apoio popular.

"A transição exige algo mais difícil: construir condições políticas capazes de sustentar essas reformas cujos custos costumam ser imediatos, mas cujos benefícios são difusos e a longo prazo", declarou.

Nesse sentido, Providas alertou sobre o perigo da polarização ideológica na América Latina, onde "não se pode discutir nada sem que se torne um divisor de águas de cunho político".

Além disso, o contexto atual é marcado por uma perda de confiança nas instituições democráticas, especialmente por parte dos mais jovens.

Por isso, o representante do PNUD opinou que os governos deveriam apostar na educação para que o debate público seja "melhor informado" e em políticas que busquem mitigar os impactos negativos da transição sobre certos setores.

"Toda transição vai gerar ganhadores e perdedores, por isso temos que acelerar as discussões de forma responsável", ressaltou.

O IV Fórum Latino-Americano de Economia Verde foi realizado no dia 3 de setembro e também contou com painéis sobre temas como resiliência urbana, turismo, agro e bioeconomia, com a participação de referências internacionais dos setores público e privado, representantes de organismos multilaterais, acadêmicos e membros da sociedade civil.

O evento contou com o patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do WWF-Brasil, e com o apoio da AYA Earth Partners, do Imaflora e do Observatório do Clima. EFE

Acompanhe tudo sobre:SustentabilidadeAmérica Latina

Mais de ESG

Do vale-refeição à Amazônia: como a dona da Ticket aposta na bioeconomia

Cerrado perdeu 34% da vegetação nativa em quatro décadas, aponta MapBiomas

O caminhão elétrico virou plug-and-play

Populações de animais silvestres encolheram 73% em cinco décadas, diz WWF