Geddel fica, mas será investigado

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, começou a segunda-feira dizendo que estava tranquilo no cargo e que a “vida seguia”. Mas, nesta tarde, a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu, por maioria, que investigará a conduta do ministro. Geddel foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tentar intervir, por um parecer favorável, na construção de um edifício em Salvador no qual comprou um apartamento. A decisão cabe ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que é subordinado ao ministério.

Calero pediu demissão na última sexta-feira e concedeu entrevistas ao longo do fim de semana dizendo que saiu por não estar disposto a ceder às pressões de Geddel, responsável pela articulação política do governo federal. O ministro admitiu as conversas, mas justificou-se dizendo que não colocou pressão política, apenas quis acompanhar o andamento do processo.

A atitude de Geddel, se comprovada, poderá ser enquadrada nos crimes de tráfico de influência, advocacia administrativa ou abuso de poder. Na reunião finalizada na manhã desta segunda, um dos conselheiros, José Saraiva, indicado pelo governo Temer, havia pedido vistas do processo, jogando a decisão final para o dia 14 de dezembro.

Saraiva é advogado e tem atuação na Bahia, além de ser ligado ao grupo político de Geddel no estado. Dos sete conselheiros, cinco já haviam votado pela abertura da investigação. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, foi o próprio Geddel quem telefonou para Saraiva pedindo para instaurar logo o processo.

No final da tarde, assessores da presidência confirmaram que Geddel continua no cargo. O ministro é conhecido por ser um ávido utilizador do Twitter, onde responde a aliados e adversários políticos, muitas vezes com palavras de baixo calão. No entanto, ele não comentou a denúncia em sua rede social.

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