Repórter
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 19h37.
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas da Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. A descoberta indica a presença de petróleo ou gás natural na área analisada.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está situado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A autorização para a perfuração foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro do ano passado, após um longo processo de análise.
Em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o resultado reforça as expectativas da companhia em relação ao potencial da Margem Equatorial.
“Nosso otimismo em relação à Margem Equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, declarou.
Além do poço já autorizado, a estatal aguarda a liberação ambiental para perfurar outras três áreas na região. Durante a divulgação dos resultados financeiros da companhia, no início deste mês, Magda destacou que o resultado obtido representa apenas o início da avaliação do potencial exploratório da bacia.
Na ocasião, a executiva afirmou que, independentemente do sucesso comercial de cada perfuração, a dimensão da área exige a continuidade das pesquisas para ampliar o conhecimento sobre a região.
Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio da análise de perfis elétricos e de indícios encontrados nas formações rochosas. A companhia informou que os trabalhos de perfuração seguem em andamento para aprofundar a avaliação exploratória.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.
A empresa ressaltou ainda que as atividades na Bacia da Foz do Amazonas estão alinhadas à estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás natural por meio da exploração de novas fronteiras energéticas. O objetivo, segundo a companhia, é garantir o abastecimento energético do país durante o processo de transição para uma matriz de menor emissão de carbono.
A Petrobras é a operadora do bloco FZA-M-59 e detém a totalidade da participação na área. O ativo foi adquirido durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão.
A exploração na Margem Equatorial é considerada estratégica para o futuro da produção brasileira de petróleo. A região, que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e apresenta elevada sensibilidade ambiental, é apontada pela Petrobras e por especialistas como uma das principais alternativas para a reposição de reservas da companhia.
A expectativa do setor é de que a produção do pré-sal na Bacia de Santos comece a apresentar declínio gradual a partir da próxima década. Atualmente, essa província petrolífera responde por cerca de 80% das reservas provadas de petróleo e gás do país.