Clã Bolsonaro: 38% confiam na influência positiva que a presença de Michelle teria na campanha de Flávio (Divulgação/Instagram)
Colaboradora
Publicado em 15 de julho de 2026 às 15h24.
A maioria dos eleitores que conhecem a disputa entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro tende a ficar ao lado da ex-primeira-dama. Segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 15, 42% dos entrevistados concordam mais com Michelle, enquanto 18% apoiam Flávio Bolsonaro. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois, 3% dizem concordar parcialmente com ambos e 15% não souberam responder.
A sondagem foi realizada após uma crise interna no clã Bolsonaro ganhar repercussão pública. O episódio começou com um vídeo publicado em 24 de junho, em que Michelle afirmou ter sido humilhada pelo enteado por divergências sobre a estratégia do Partido Liberal (PL).
Desde então, aliados de Bolsonaro passaram a atuar para reduzir os efeitos da exposição pública da disputa, especialmente entre o eleitorado feminino. Entre as iniciativas estão vídeos sobre violência de gênero e uma carta de Jair Bolsonaro em apoio ao filho.
A pesquisa também mediu o impacto político da ex-primeira-dama na disputa eleitoral. Para 47% dos entrevistados, a participação direta de Michelle não aumenta as chances de vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 38% acreditam que sua presença ajudaria a campanha.
Entre os que enxergam influência positiva de Michelle, a percepção é mais forte entre eleitores de direita: 53% dos conservadores não bolsonaristas e 45% dos bolsonaristas convictos avaliam que ela pode contribuir para a candidatura.
O levantamento mostra ainda que 49% dos eleitores disseram ter tomado conhecimento do vídeo publicado por Michelle, enquanto apenas 33% afirmaram saber do pedido de desculpas divulgado por Flávio Bolsonaro.
Sobre a decisão de tornar pública a crise, 45% consideram que Michelle agiu corretamente ao expor o episódio, enquanto 34% acreditam que sua principal motivação foi o desejo de disputar a Presidência no lugar do enteado.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026.