Flávio Bolsonaro: a empresários, Flávio fala de legado do pai e promete reformas (Saulo Cruz/Agência Senado)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 12h46.
Última atualização em 4 de agosto de 2026 às 13h40.
O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira, 4, que definirá o seu vice até o dia 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Tenho alguns dias para avançar com essa novela [a escolha do vice]. Daniela Marques, ex-presidente da Caixa, é alguém que eu queria que fosse a nossa vice. Deixei isso bastante claro nas tratativas com o Republicanos", disse durante participação remota na sabatina G4 e O Antagonista.
O Republicanos, partido ao qual Daniela Marques é filiada, realizou convenção nesta terça-feira e também declarou neutralidade.
Com isso, ganham força nomes dentro do PL, como Rogério Marinho, senador e coordenador da campanha; a deputada federal Julia Zanatta; e a deputada Priscila Costa, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Hoje, partidos do Centrão, como PP e União Brasil, já anunciaram neutralidade na eleição presidencial. A senadora Tereza Cristina (PP) aceitou o convite, mas a decisão do partido foi não se coligar com o PL na eleição nacional.
Flávio afirmou que tentará, até o limite do prazo, atrair partidos. Ele afirmou que essa articulação é importante para aumentar o seu tempo de propaganda de TV e rádio, mas não tem relação com uma possível dificuldade de governabilidade de um futuro governo.
"Os caciques estão com algumas preocupações, mas os principais quadros estão comigo e sabem da minha capacidade de articulação", disse.
O senador citou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a senadora Damares (Republicanos) como nomes que estão "ao seu lado", mesmo sem o apoio formal do Republicanos.
Ao comentar um eventual governo, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, "respeitem a Constituição" e voltou a criticar decisões da Corte.
O senador defendeu que ministros que cometam crimes de responsabilidade sejam alvo de impeachment e atribuiu ao Senado a responsabilidade por exercer esse controle.
"O próximo presidente indicará quatro ministros do Supremo. Quem vai dizer quem vai sofrer impeachment é o Senado Federal. Em função da inércia do Senado, chegamos a essa situação de um ministro como Alexandre de Moraes tomar medidas que considero inconstitucionais", disse.
O pré-candidato também voltou a questionar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a insegurança jurídica afasta investimentos.
Flávio disse que as primeiras medidas em um eventual novo governo serão o apoio ao fim da reeleição e disse que servirá como uma reforma eleitoral.
"A PEC do fim da reeleição é fundamental. Quero assumir esse compromisso público para que já valha neste mandato", disse.
Na economia, o senador afirmou que pretende revisar o arcabouço fiscal, reduzir o tamanho da máquina pública e diminuir impostos.
"Vamos reduzir pelo menos dez ministérios, revisar o arcabouço fiscal e fazer um 'tesouraço' com redução da carga tributária", afirmou.
Entre as medidas citadas estão a redução da alíquota do IOF, a isenção do imposto de importação sobre o petróleo e a revisão do imposto seletivo sobre produtos ultraprocessados.
Para incentivar o empreendedorismo, Flávio disse que pretende criar o programa Minha Pequena Empresa, voltado aos jovens, com menos burocracia e acesso a microcrédito.
"Queremos que os jovens possam sonhar em ser um Elon Musk um dia, com menos burocracia e acesso a microcrédito."
Questionado sobre a pandemia e ações do governo de seu pai, Flávio reforçou que "não vai faltar vacina para ninguém" e que toda a sua é vacina. Ele também acionou a sua vitória a manutenção de liberdades individuais.
"Se quiser continuar tendo liberdade para criticar o governo nas redes sociais e empreender, vem com a gente", disse.